Dois bueiros da Avenida 2, Conjunto Angelim, continuam estourados há mais de dois meses sem uma medida eficiente da Caema. Como acontece em quase toda a cidade, o órgão apenas envia a equipe que desentope em um dia e no outro o esgoto volta a jorrar.
No período chuvoso, a situação fica mais desoladora. Todos os comerciantes já reclamaram da perda da clientela, da sujeira nos estabelecimentos, e das constantes inundações que dificultam o tráfego de qualquer pessoa.
Tanto a Caema como a Prefeitura estão cientes do problema, mas não tomam nenhuma providência. Elizabeth Silva, professora, afirma que espera a ação por parte do prefeito Tadeu Palácio nas campanhas prometeu mudanças que depois de eleito não cumpriu.
Ela cita todas as oficinas localizadas ali, que são prejudicadas porque muitos clientes procuram outros lugares para não sujarem seus automóveis com água de esgoto. Vez ou outra, ressalta, tem fezes boiando e à noite o mau cheiro perturba o sono dos vizinhos.
Os estudantes Eric Ferreira Sousa e Charles dos Santos Cardos disseram que a sujeira atrai muito mosquito. Quando transitam pela rua, eles têm todo o cuidado para não serem molhados pelos carros que inevitavelmente molham os transeuntes nas calçadas.
Para não ser molhada, Áurea Alves Ferreira deixou de vender galeto. Ela se sente prejudicada e garante que se pudesse pediria indenização ao órgão responsável pela resolução do problema e que não a faz devidamente. “Estou perdendo dinheiro por causa da incompetência da Caema”, queixou-se.