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Madame Natasha



Data de Publicação: 17 de setembro de 2006
 
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Sabe tudo!
ESSE É QUE É O V DA VITÓRIA


Cantador: Zé Fogaréu

O candidato beiçola
Faz propaganda do V
Diz que é o V da vitória
Sabendo que vai perder
Esse é o V da mentira
Que ele tenta esconder

Aliás o V se aplica
Aos três viscos candidatos
Com disco repetitivo
De um discurso muito chato
São três sapatos sem meias
Ou três meias sem sapatos

Três vinhetas, três vinganças
Sem nenhum retrovisor
Três viúvos da viúva
De uma herança furta-cor
Três verrugas na latrina
Que o presente acusou

É um V de vira-folha
Pode ser V de viagem
Pode ser V de venal
Amigos da ladroagem
Pode ser V de vocês
Retratos da vadiagem

Um V pode ser vândalo
De víscera apodrecida
De ventríloquo, de verme
De vala desconhecida
Um V de voz puxa-saco
De uma víbora perdida

Um V de viral traíra
Quando puxava a cachorra
Um V de vurmo tão podre
Do qual restou só três borras
Um V de vai pro foguete
E outro de veja e corra

V de mosca varejeira
Que posa na língua fina
De vapor velho sem leme
Que teu vivi não ensina
V da broca do veado
Quando canta desafina

Um V de vai pra aqueles
Que gostam da bandalheira
E não perdem essa mania
De bater nossa carteira
De não querer ver o Lula
Ao lado de Cafeteira

Um V de viva gozado
Pro nosso gagaguisson
Que é oligarca formado
Na mesma escala de som
Da oligarquia dos Lagos
Não fala - muda de tom

Um V de Vil pra desgraça
Desse desgovernador
Que não tem paz mas tem graça
Perseguindo professor
Um V de vitória breve
Para o nosso servidor

O V é letra vidente
Já tá olhando uma flor
Viçando alegre e contente
No Jardim do nosso amor
Mas também é V de vaia
Que vaiou o governador

Um V de velar, valei-me
Desses velhos do azar
Da venda que eles fizeram
Do próprio ver e gostar
Da trinca do V.A.J
Já perto de viajara

Um V de vate e de vaso
Poeta com a sua flor
Vazando ódio da vela
Ficando só vasa-dor
Três videntes do fracasso
Que Zé Noel apoiou

Um V de vara, vacilo
De vagalume apagado
Três vassalos de algibeira
Desse vendeiro estragado
Com três vassouras de bruxa
Voando pelo telhado

Com V se faz 100 mil casas
Ou chama o povo de otário?
Com V se faz só promessa
Que não se escreve em diário
Como a virtual cidade
Do nosso judiciário

Com esse V se faz chifre
De bode e boi marrequeiro
Pois estrela não tem V
Só no vê do marketeiro
Que botou um V na broca
E no berro do carneiro

Um V de vamos embora
E outro V de voltar
Um V de vela pra hora
Que a extrema-unção chegar
Pra trinca de Zé Noel
Que começa a agonizar

Assim como V o Z
Corre na mesma meleca
Tem o Z de Zé Noel
Que gosta de uma merreca
E o Z da alcunha do Zé
Que se tornou Zé Cueca

Tem o Z de Zé Cuxá
Que toma chá de bambu
Inverteu o chá do nome
E agora é só Zé Xacu
Assim como Zé Cueca
Que sem a eca tá nu

Com V escrevo valor
Que hoje é coisa rara
Pois tem muito sem vergonha
Por onde o imoral dispara
De ter a cara enfadonha
Já sem vergonha na cara

Com V escrevo verdade
Que acho do candidato
Duas vezes no azar
É apostar no barato
É "lepo" na nossa grana
E "lepo" é coisa de rato

Um V de Virgem Maria
Mãe de Deus por nós rogai
Afastai-nos desse trio
De onde o ódio não sai
Mas que por certo a máscara
Daqui pra outubro cai


O candidato beiçola
Fala até de viramundo
Mas não o V de varrer
A podridão deste mundo
E nem o V de vai logo
Pra trabalhar vagabundo

Nem fala dos valdevinos
Apertados na presilha
Nem do valete Dedé
Chuchu da mesma vasilha
Nem do vampiro Jajá
Que suga o sangue da ilha

Mas é com o V de voto
Aqui eu posso afirmar
Que eu verei numa foto
Uma rosa singular
Com o mesmo V da vontade
Que eu tenho dela voltar

E aí o V da vitória
Não será mais dito em vão
Qual pilheria vexatória
Dita por um canastrão
Será vitória da rosa
Essa flor do Maranhão


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