Por Gilberto Léda
Editoria de Política
Alexandra será investigada por enriquecimento ilícito
Suspeitas
MP na cola da ex-secretária
O procurador-geral de Justiça, Francisco das Chagas Barros, decidiu, ontem (18), que o procedimento investigatório que irá apurar as suspeitas de enriquecimento ilícito da ex-secretária de Solidariedade Humana e ex-primeira-dama do Estado, Alexandra Miguel, será encaminhado aos promotores de Justiça da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, Fernando Barreto e Danilo Ferreira.
O processo havia sido aberto, inicialmente, pelos promotores de Investigação Criminal - Cláudio Cabral Marques, Themis Carvalho e Cláudio Guimarães - e visa a investigar o assustador crescimento de patrimônio de Alexandra.
"O enriquecimento da ex-primeira-dama foi observado a partir de compras de mansões em Brasília, apartamentos de luxo e viagens ao exterior acompanhada de amigos, com todas as despesas pagas por ela", afirmou Themis Carvalho, ainda em julho, quando foi pedida a quebra dos sigilos bancário e fiscal da ex de José Reinaldo (PSB).
Hoje separada, a ex-secretária tem esbanjado fôlego financeiro em suas incursões pela sociedade brasiliense, onde mora atualmente numa mansão localizada o Lago Sul, área nobre da Capital Federal. Informações da revista "Veja" dão conta, inclusive, de um possível acerto entre ela e o chefe do Executivo Estadual que lhe teria rendido nada menos que R$ 10 milhões.
As investigações devem apontar, também, se Alexandra Miguel cometeu crime de evasão de divisas. Nos primeiros levantamentos realizados pelos titulares da Investigação Criminal, foram detectadas supostas contas da ex-mulher do governador em paraísos fiscais no exterior. Caso as suspeitas sejam confirmadas, ela deverá ser investigada, além do MP, pela Polícia Federal e pela Receita Federal.
Recomendação
Segundo o procurador-geral, com essa decisão fica determinado que o procedimento investigatório iniciado na Promotoria de Investigação Criminal seja encaminhado para distribuição entre as Promotorias da Probidade, que adotarão as medidas cabíveis.
"A decisão seguiu a mesma orientação da administração anterior, através da Recomendação 01/06, que incumbia às Promotorias da Probidade Administrativa e Patrimônio Público de apurar todas as formas de enriquecimento ilícito, com o apoio do TCE e da Receita Federal", esclareceu o procurador-geral.