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Brasil vai votar contra plano de reforma do Fundo Monetário



Data de Publicação: 19 de setembro de 2006
 
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse domingo que o Brasil ficou “extremamente desapontado” com o plano de reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), que será votado hoje.

“Ficamos frustrados a ponto de não podermos endossar aqueles termos, e ter que votar contra a aprovação da resolução”, disse Mantega, em entrevista com jornalistas brasileiros em Cingapura, noticiou a BBC online.

O Brasil endossou uma crítica feita por Índia, Argentina e Egito ao projeto de reforma para ampliar a voz dos países emergentes na instituição.

O Brasil quer discutir a ampliação imediatamente. Pelo projeto atual, apenas China, Coréia do Sul, Turquia e México terão suas cotas elevadas imediatamente. Seria necessária outra discussão para decidir novos aumentos.

“(O projeto) poderá terminar por aumentar ainda mais a já ampla maioria detida pelas economias avançadas, e elevar a participação de um pequeno grupo de países emergentes, em detrimento da participação de outros países em desenvolvimento”, disse o ministro.

Para ser aprovada, a proposta de reforma em duas etapas precisa obter 85% dos votos dos 184 integrantes do FMI.

A reforma no sistema de cotas do FMI vem sendo alardeada como um dos grandes temas a dominar a reunião anual do Fundo, hoje e amanhã.

O peso dos votos de cada país no FMI é determinado por sua cota ou compromisso financeiro com o Fundo. Os Estados Unidos têm cerca de 17% do total de votos, o Japão conta com 6,1% e a Argentina com 0,99%.

A Índia, o Brasil, a Argentina e o Egito têm juntos apenas 3,78% do total de votos.

Os países emergentes querem mais voz no FMI porque consideram que o atual sistema lhes dá pouco poder de convencimento em relação às economias mais avançadas do globo.

Mantega defendeu uma reforma que mantenha como alicerce o tamanho da economia, mas que “impeça que as já expressivas quotas das maiores economias avençadas aumentem ainda mais”.

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