A partir de ontem, o Ministério dos Hidrocarbonetos da Bolívia irá retomar as negociações com as empresas petrolíferas estrangeiras, após a renúncia, no sábado (16), do titular anterior da pasta, Andréz Solíz Rada.
Ontem, o governo retomou as negociações com a Andina - subsidiária da Espanhola Repsol YPF e anteontem divulgou um cronograma para a retomada do diálogo com a francesa Total e a British Gas - todos processos que seguiam em ritmo muito lento - em alguns casos, como no da Petrobras, estavam simplesmente paradas - enquanto Rada estava à frente do ministério.
Setores empresariais e membros de partidos de oposição ao governo do presidente boliviano, Evo Morales, vinham demandando um “giro” nas negociações para reativar a indústria petrolífera. Desde a nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada por Morales em 1º de maio deste ano, os investimentos no setores estavam praticamente paralisados.
A saída de Rada foi o ponto culminante de uma crise iniciada na terça-feira (12), quando o então ministro assinou uma resolução para confiscar as receitas das refinarias da Petrobras no país. Rada também acusava a empresa brasileira de obter lucros ilegalmente.
A reação no Brasil foi dura. A Petrobras classificou a medida como “totalmente inviável”. A viagem do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a La Paz, na semana passada, foi cancelada em protesto. O presidente da Bolívia, Evo Morales, confirmou na semana passada que a resolução foi congelada.