Os constantes problemas de infra-estrutura das ruas do Novo Angelim geram situações mais preocupantes: os casos de dengue. Tudo porque em quase todas as ruas existe um córrego de água parada cortando a via. Ambiente propício à multiplicação do mosquito transmissor da doença.
Elza Pires Silva Araújo, aposentada, está com o genro doente e em estado grave. Ele começou a apresentar febre que não passava simplesmente com a medicação. Há alguns dias, ele está hospitalizado e o diagnóstico dado pelos médicos é que ele está com dengue.
A aposentada e sua família, inclusive seu genro moram na Rua D. Tanto nessa rua como na de trás a água das residências são despejadas pela rua. Em alguns trechos, não tem para onde correr e fica empoçada. Para Elza, é nesses pontos que os mosquitos se reproduzem.
O caso do seu genro é apenas mais um no lugar onde moram. Outros vizinhos também começaram com sintomas parecidos e depois detectaram que estavam com dengue. Todos sabem que a situação das ruas contribui para essa e outras doenças, principalmente em crianças, e reclamam para a Prefeitura sem sucesso.
Raimundo Nonato Silva, mototaxista, disse que a situação piora quando as caixas de esgoto das residências estouram. Além do lamaçal que se forma com a mistura do líquido com a terra, o mau cheiro e os buracos deixam o lugar em estado de calamidade. "Fica horrível! Se não colocássemos entulho nos buracos, estaria pior. Se Tadeu fizesse algo por nós, com certeza ele teria muitos eleitores gratos aqui!", garantiu.