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Caxias on-line



Data de Publicação: 3 de setembro de 2006
 
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Evilásio Santos
Evidência

A evidência de que está acontecendo compra de votos em Caxias dá-se em função da rejeição de alguns candidatos junto ao eleitorado. Mesmo na situação de baixa popularidade, é cada vez maior a quantidade de cabos eleitorais que se esmeram na conquista dos eleitores. Mas estruturas assim só são mantidas com muito dinheiro. Pior: todos sabem de onde provém a maior parte do dinheiro que corre na cidade.

Transcorrida a eleição de 2004, em Caxias, chamou a atenção de alguns setores da sociedade o resultado do pleito. Humberto Coutinho elegeu-se com cerca de 33 mil votos, contra aproximadamente 26 mil votos dados a Márcia Marinho. Mas a peculiaridade do resultado não está nos números, mas no percentual da diferença, que foi de 14 por cento. Por coincidência, 14 era o número com o qual o prefeito eleito disputou a eleição. Estranho, não?!

Proeza
Ao longo daquela mesma eleição, analistas apostavam que a votação da prefeita seria inferior a obtida no pleito de 2000, pouco mais de 17 mil votos, contra 15 mil obtidos por Humberto Coutinho. Mas sua votação, apesar do desgaste da greve dos professores, cresceu em 9 mil votos. Já o prefeito-eleito recebeu quase 18 mil votos a mais do alcançado na eleição de 2000. Mais do dobro. Uma proeza para ficar na história política de Caxias.

Dinheirama
Conversas de bastidores revelam que 10 milhões de reais em espécie chegaram a Caxias para decidir as eleições de 2004. O dinheiro teria sido repassado por um jurista, que o recebeu de uma empresa prestadora de serviços de telefonia, a troco de serviços prestados. A dinheirama tinha como destino a compra de votos. A mulher do proprietário da empresa de telefonia confidenciou o assunto ao presidente de um partido da base forte do Governo Lula.

Preocupação
Opositores do prefeito Humberto Coutinho ficaram bastante preocupados ao serem cientificados de que o alcaide foi o fiel depositário e distribuidor de mais 70 milhões de reais transferidos através do convênios pelo Governo do Estado.

Pífios
Enquanto a campanha de Roseana vai de vento em popa em Caxias, com seus partidários divulgando pesquisas e tudo o mais, seus oposicionistas guardam um mutismo impressionante. Para analistas, não podem fazer o mesmo, porque são pífios os resultados de seus candidatos para o governo e senado.

Boca livre
Inconformado com o insucesso dos comícios da coligação que apóia, o prefeito Humberto Coutinho e seus amigos resolveram arregaçar as mangas e tentar cooptar votos através de reuniões. No início da semana, um encontro na casa de Vidigal, no Campo de Belém, arrastou centenas de empresários e pequenos comerciantes. Durante o jantar, cardápio farto, bebidas em quantidade e garçons uniformizados servindo os convivas e tantos mais que lá compareceram atrás de uma boca livre.

Falso recadastramento
No meio da semana, os aposentados da prefeitura receberam convite para comparecerem a um recadastramento que teria lugar na sede da União Artística Operária Caxiense. Quando lá chegaram, os velhinhos, que estavam preocupados com seus vencimentos, foram recebidos pelo prefeito Humberto Coutinho, que, muito sorridente, apresentou-lhes seus convidados à próxima eleição. No final, nada de recadastramento, mas não faltou uma grande e sortida mesa de salgadinhos com refrigerantes a quem atendeu ao convite.

Comício
Na noite desta sexta-feira, Roseana e os candidatos da Coligação A Força do Povo fizeram o primeiro comício em Caxias. O evento ocorreu no bairro mais populoso da cidade, a Volta Redonda. Detalhes na próxima edição.

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