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VARIEDADES - OS TRAIDORES DA FUÇA QUEIMADA



Data de Publicação: 3 de setembro de 2006
 
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Cantador: Boca de Fogo

I
A luz que outrora brilhava
Nos recintos dos Leões
Cobrindo as festas de gala
Em noite de seduções
Abaixou de intensidade
Dando início aos apagões

II
Não adianta inventar
Uma versão diferente
De onde tira e não bota
É tão claro e evidente
Não há cofre que resista
Nem rombo que não aumente

III
O difícil é se livrar
Desses bichos em ação
Acontece que de noite
Na hora do mete-a-mão
Todos os gatos são pardos
De gatinho a bichanão

IV
Com tantos outros na moita
Fazendo parte da lista
Parece epidemia
Empestando governista
Ainda bem que nessa área
Tem prefeito especialista

V
Panela que muito se mexe
Ou sai insossa ou salgada
Trocaram nossos manjás
Por iguaria importada
Adicionando propinas
Com verdinha açucarada

VI
E foram com muita gana
Pra cima da panelada
Sem a fervura baixar
Foi aquela palhaçada
Uns com a língua em desgraça
Outros com a fuça queimada

VII
O certo é que muito em breve
Vamos ter um novo astral
Com a chegada da mudança
Sem esses caras de pau
Verdadeiros pára-lamas
Da sujeira estadual

VIII
Em tempo de vacas-magras
A gritaria é geral
Lembrando o tempo das gordas
Que davam leite integral
E agora seus lambe-lambes
Daqui pra frente... babau!

IX
Para quem deixa o palácio
Mais odiado que o "cão"
Passar na Pedro Segundo
Com a fúria da multidão
A saída pelos fundos
É a melhor opção

X
Primeiro passam os ratinhos
E em seguida o ratão
Dirigindo uma caçamba
Com uma superlotação
Formada de traidores
E puxa-sacos de plantão

XI
E quem tiver os seus gatos
Que ponha a barba de molho
E avise aos seus discípulos
Que agem que nem piolho
Que daqui por mais dois anos
Nós vamos ficar de olho

XII
"E o que será o amanhã?
Responda-me quem souber"
Dos asseclas do tadeu
Com a curriola do zé
Descendo a montanha russa
Em direção à maré

XIII
Maranhão é terra boa
Mais é bom não abusar
Quem mexe com a nossa gente
É nisso mesmo que dá
Leva surra de boieira
Para aprender a respeitar

XIV
Quanto mais carta-convite
Mais o povo desconfia
No meio empresarial
É aquela zombaria
Do rei que não honra as calças
E se borra todo dia

XV
Eu já toquei meu apito
Pra perdedor se alertar
Que daqui por mais uns dias
É tempo de viajar
O navio está no porto
Pra quem quer fugir por mar

XVI
E para os mais retardados
Terá uma nave espacial
Lá na base de Alcântara
Guiada por lourival
Numa viagem sem volta
Para o espaço sideral

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