O atual momento do São Caetano não ilude o São Paulo para o confronto de hoje no ABC. O líder do Campeonato Brasileiro prefere enaltecer o passado do rival para não ser surpreendido.
Diferentemente dos anos anteriores, o Azulão vive uma situação difícil. A equipe, que já teve quatro técnicos durante o torneio deste ano, está na zona de rebaixamento e muito ameaçada de voltar à Série B, divisão que não disputa desde 2000, quando conseguiu o acesso através da Copa João Havelange, competição que substituiu o Brasileiro naquele ano.
"O São Caetano está fazendo um campeonato atípico em relação aos últimos anos, quando sempre figurou no pelotão de frente. Mas não podemos achar que será fácil. Eles querem se recuperar, e nada melhor que enfrentar o líder", afirmou o meia Lenilson.
O jogador, que é o artilheiro da equipe no Brasileiro com oito gols, usa exemplos vividos pelo próprio São Paulo no torneio deste ano para justificar o pensamento. Segundo ele, sempre é muito difícil enfrentar times ameaçados pelo rebaixamento.
"Quem está na zona de rebaixamento entra em campo com a mesma vontade de quem briga pelo título brasileiro", disse Lenilson. "Foi assim para conseguirmos empatar com o Fortaleza aqui no Morumbi e derrotar o Santa Cruz em Recife", acrescentou.
Por isso, para evitar uma surpresa nesta quarta-feira, o técnico Muricy Ramalho faz questão de colocar para os jogadores que enfrentar o São Caetano é o mesmo que encarar Corinthians, Palmeiras e Santos, principais rivais são-paulinos.
"É como se fosse um clássico", declarou Lenilson. "O São Caetano é tão forte quanto os outros times grandes de São Paulo. Não será fácil derrotá-los, mas vamos com tudo para vencer", finalizou Lenilson, que será novamente titular no ABC.