O ex-prefeito de São Luís e candidato a governador pela coligação “Frente de Libertação do Maranhão”, Jackson Lago (PDT), tem propalado diariamente, sem nenhuma vergonha do seu ato, uma das mais deslavadas mentiras já testemunhadas pelos maranhenses durante o horário eleitoral gratuito. Segundo o programa da coligação, foi o pedetista, durante sua administração como prefeito, quem construiu o hospital onde atualmente funciona o Socorrão II. Mentira!
O Socorrão II está hoje onde antes funcionava o Hospital Cristo Rei, de propriedade do deputado federal Remi Trinta (PL). O parlamentar adquiriu o terreno com um imóvel, na Estrada da Mata, em março de 1993. Em abril, solicitou e retirou alvará de construção hospitalar, como especifica o documento, para iniciar as obras. Terminada a construção, o Hospital Cristo Rei funcionou, com serviços restritos à ortopedia, sob a administração do deputado, até 1999.
Na época, a casa de saúde foi comprada pela Prefeitura Municipal em troca de ações da Cemar (Companhia Energética do Maranhão) e não construída como afirma Lago. “O [Hospital] Cristo Rei foi trocado por ações da Cemar, por valores bem abaixo do que vale, na realidade. O valor alcançado talvez nem chegue a um terço do hospital”, declarou Remi em entrevista ao jornal “O Imparcial”, à época do negócio.
No total, Jackson Lago deu em troca do hospital – possivelmente sem obedecer à legislação que rege o controle de ações por entre públicos – nada menos que 2,1 bilhões de ações, a R$ 0,00090357 cada. Feita a conversão, as ações, à época, já valiam exatos R$ 1.907.536,56, valor mais do que necessário para construir e equipar um hospital de tal porte para a população da região.
Mesmo sem ter feito isso, Jackson pretende ludibriar os maranhenses, passando a falsa impressão de que trabalhou em prol de um projeto de valorização da saúde municipal.
A farta documentação sobre o caso comprova a má-fé do pedetista e a sua deliberada tentativa de enganar os eleitores para manter aceso o sonho desesperado de levar o pleito para o segundo turno.