O que leva um homem que ficou rico em quatro anos a agir de forma tão distinta quando se trata de seus entes queridos, desprezando um e ungindo outros, como o faz o governador José Reinaldo? O tratamento dispensado a seu filho gaúcho de 11 anos, MR, fruto de seu relacionamento de oito anos com a corretora de imóveis Gladis Ramos, mostra um homem desumano, ao qual falta de forma absoluta uma atitude criteriosa na distribuição dos bens que amealhou ao longo de sua carreira política.
Se o jovem gauchinho teve que recorrer à Justiça para conseguir uma pensão que permita um mínimo de dignidade, as duas mulheres de José Reinaldo que se seguiram à sua união com a corretora, tiveram sorte melhor. O jovem teve que receber a ajuda deste jornal, que denunciou o tratamento desumano e desnaturado de José Reinaldo, para receber parte da pensão que o governador a mando de Alexandra Tavares se recusava a pagar, vive em condições muito simples em Porto Alegre. As filhas de José Reinaldo com Alexandra, ao contrário, usufruem de uma situação de conto de fadas. Nesses anos de abandono, sem jamais receber sequer um telefone do pai que lhe nega o carinho e a presença paterna, o jovem dos Pampas ouviu falar e ler no noticiário local e nacional as festas nababescas que o governador e a primeira-dama faziam para as filhas e, até, de forma criminosa, para as bonecas das filhas.
Nada lhe foi dado. O menino mora na mesma casa da família onde sua mãe morava quando conheceu o pai de seu filho. As filhas de Alexandra e do governador moram numa mansão em Brasília e têm - apesar da distância - contato permanente com o pai, que vai constantemente a Brasília e recebe no Palácio dos Leões as filhas ricas.
À mãe do garoto, Gladis Ramos, tudo foi negado, por ordem de Alexandra. Mas a mesma Alexandra recebeu, segundo o renomado jornalista brasileiro Giba Um, uma indenização de R$ 10 milhões pelo rompimento do contrato conjugal que até hoje não foi oficializado. O pagamento teria sido feito por José Reinaldo, embora a declaração de bens do governador apresentada ao TRE revela que José Reinaldo é detentor de uma fortuna de apenas R$ 500 mil. Não se sabe de onde veio a grana para a indenização da ex. Ou talvez se saiba sim... Quem sabe não teria vindo de algum dos muitos esquemas de corrupção nos quais ele e ela, Alexandra, figuram como ativos partícipes e beneficiados?
Mas não é só Alexandra, cantada e decantada como a grande paixão do governador que ganha mimos caros, em detrimento da família que José Reinaldo abandonou em Porto Alegre. A atual namorada, a delegada da Polícia Civil, Ana Karla Silvestre, nem bem se aprumou no cargo de consorte de plantão e já se diz pela cidade que é a feliz ganhadora de um apartamento num edifício de luxo na orla marítima. O mimo, diz-se, é presente do namorado.
O governador cujo caráter o Maranhão inteiro conheceu nos últimos quatro anos, é um homem frio, que prefere se auto-afirmar distribuindo entre algumas mulheres presentes magníficos, enquanto ignora o filho, sangue de seu sangue, fruto de uma relação estável.
O homem que dá dez milhões a uma mulher para que ela aceite dele se separar e, meses depois, supostamente doa a uma nova namorada um apartamento cujo preço estimado ultrapassa a casa de R$ 500 mil, enquanto nega ao filho e à ex-mulher o direito de usufruir de seus bens, não pode ser visto como um pai digno da essência dessa palavra. José Reinaldo, ao tratar seus filhos de forma desigual, mostra que não tem a dignidade que se poderia esperar de um governante.
Felizmente o pequeno M e sua mãe Gladis a têm.