Eleição
Liderança é mantida
Novos números para a eleição presidencial divulgados ontem pelo Ibope apontam para um quadro estável, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, seria reeleito em primeiro turno.
A pesquisa, que ouviu 3.010 eleitores de 203 municípios, foi realizada entre os dias 18 e 20 de setembro - ou seja, capta parte dos efeitos da crise deflagrada pela prisão de dois petistas com R$ 1,7 milhão que seria usado para a compra de um dossiê com acusações a José Serra e a divulgação do envolvimento de assessores próximos a Lula. Entretanto, não capta os efeitos da demissão, na quarta-feira, dia 20, à noite de Ricardo Berzoini, presidente do PT, que chefiava a campanha de Lula.
Em relação ao levantamento anterior, realizado em 15 de setembro, Lula oscilou um ponto, caindo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, de 50% para 49%. Já Geraldo Alckmin, do PSDB, foi de 29% a 30%. Heloísa Helena, do PSol, manteve os 9% que ostentava -assim como Cristovam Buarque, do PDT, que continua com 2%. De acordo com o Ibope, 4% dos eleitores ainda não decidiram o voto.
Na simulação de segundo turno, o cenário também é estável. Lula oscilou de 53% para 52%, enquanto Alckmin manteve 37% das intenções de voto.
Os únicos dados em que a queda de Lula ocorre acima da margem de erro referem-se à popularidade do presidente. O percentual dos que consideram seu governo ótimo ou bom caiu de 49% para 43%. Já os índices de "regular" (de 33% para 37%) e "ruim/péssimo" (de 16% para 19%) aumentaram.
No levantamento anterior, 62% dos entrevistados aprovavam o governo Lula. Agora, este número está em 58%.
Vox Populi
Outro levantamento foi divulgado ontem. Em pesquisa encomendada pela Rede Bandeirantes, o Vox Populi apontou oscilações de Lula (de 50% para 51%) e de Alckmin (de 27% para 29%). Já Heloísa Helena despencou de 9% para 6%.
A pesquisa, entretanto, foi realizada entre os dias 16 e 19 de setembro.