O novo coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, defendeu ontem investigações "até as últimas conseqüências" dos documentos e da negociação em torno das informações sobre o suposto envolvimento de políticos na compra superfaturada de ambulâncias.
"O presidente Lula tem insistido bastante e esse pensamento é um pensamento coletivo de que nós necessitamos levar a investigação sobre o chamado dossiê, que está dado no noticiário, até as últimas conseqüências", afirmou Garcia.
Para ele, "cabe à Polícia Federal esclarecer se há um dossiê, qual o seu conteúdo e quem esteve envolvido, além da origem do dinheiro".
"Repudiamos essa operação que algumas pessoas tentaram levar adiante. Repudiamos esse método. O PT não paga por dossiê, não pede dossiê, não atua nessa direção."
Dez dias antes da eleição, ele assume o lugar de Ricardo Berzoini, supostamente envolvido na compra do dossiê que poderia conter informações prejudiciais a candidatos do PSDB.
"A tarefa que tenho fundamentalmente nestes dez dias é dar prosseguimento ao trabalho de coordenação de campanha que foi realizado por Ricardo Berzoini e levar o nosso candidato à vitória no dia 1º de outubro próximo", disse o novo coordenador de campanha, que tirou férias até o próximo dia 30 da função de assessor especial de assuntos internacionais da Presidência da República.