Os funcionários administrativos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) voltam ao trabalho hoje, depois de dois dias de greve nacional. Os servidores, no entanto, ameaçam parar novamente se não conseguirem um acordo com o governo federal.
Representantes dos servidores têm uma audiência marcada para hoje com o presidente do INSS, Valdir Simão, e com o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas.
Os funcionários do INSS pressionam o governo pela revisão do plano de carreira da categoria, melhores condições de trabalho e segurança.
De acordo com Pedro Totti, diretor da CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social), se o governo sinalizar que pretende dar andamento ao projeto de carreira ainda neste ano, os servidores não paralizarão.
No entanto, o diretor disse que, se o governo não mostrar uma posição favorável às reivindicações da categoria, pelo menos seis Estados já manifestaram intenção de parar por tempo indeterminado: São Paulo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e o Distrito Federal.
A greve teve, ontem, a adesão de agências de 21 Estados, contando com o Distrito Federal,