Nova York
Polícia corta luz em ato pró-Chávez
A polícia de Nova York cortou a energia elétrica para interromper a transmissão por satélite de um ato do presidente venezuelano Hugo Chávez ontem no bairro do Harlem e “agrediu um oficial da comitiva presidencial”, informou o ministro venezuelano Willian Lara.
Em declarações em Nova York à emissora Unión Radio, Lara disse que a polícia primeiro exigiu o fim do discurso que Chávez fazia na igreja batista Monte das Oliveiras, no Harlem, afirmando que ele não tinha permissão. Em seguida, cortou a eletricidade para o satélite.
O ministro acrescentou que a polícia tentava impedir Chávez de falar com os repórteres que estavam fora da igreja.
“Vamos sair agora e ver como lidamos com a situação porque não queremos provocar uma alteração da ordem pública. Estamos diante de uma retaliação de George Bush ao discurso” de Chávez na Assembléia Geral da ONU, disse o ministro à emissora venezuelana.
Pós 11/9
EUA ameaçaram atacar Paquistão
O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, afirmou ontem que os EUA ameaçaram atacar seu país caso ele se recusasse a cooperar com a invasão do vizinho Afeganistão para depor a milícia Taleban, após os ataques terroristas de 11 de Setembro. Musharraf deu as declarações ontem em entrevista à CBS. Segundo ele, a ameaça foi feita pelo vice-secretário de Estado americano, Richard Armitage, ao chefe da inteligência paquistanesa.
“O diretor da inteligência me disse que as palavras de Armitage foram: “Estejam preparados para serem bombardeados. Estejam preparados para voltar à idade da pedra”, afirmou o líder paquistanês, acrescentando que considerou as ameaças americanas “muito rudes”.
Pós-Golpe
Cúpula militar proíbe atividades políticas
A cúpula militar que deu um golpe de Estado na Tailândia proibiu ontem todas as atividades políticas no país, incluindo as reuniões dos partidos legalmente constituídos.
O Conselho Administrativo para a Reforma, o órgão de governo criado pelos militares após o golpe de Estado cometido nesta terça-feira (19), informou em comunicado que “os partidos políticos atuais não serão dissolvidos, mas não podem fazer atividade alguma até novas instruções”.
O conselho ordenara à imprensa ontem que cumpra as novas diretrizes para a restrição da informação, que incluem a censura dos comentários que contenham opiniões.
O rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, aprovou anteontem a nomeação como máximo chefe do conselho provisório de governo o general Sondhi Boonyaratglin, o militar que liderou o golpe de Estado.
Israel
Chefe do Hizbollah está “na mira”
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que o líder do grupo xiita libanês Hizbollah, Hassan Nasrallah, está na mira de Israel, e afirmou que a milícia “perdeu” o conflito.
Nasrallah deve participar hoje de uma “marcha da vitória” convocada pelo Hizbollah em Beirute.
“Não há razão para notificar Nasrallah sobre como atuaremos. Não o avisaremos de antemão”, disse Olmert, em referência a um possível ataque ao líder do Hizbollah
Diante das críticas surgidas pelo elevado número de baixas israelenses durante o conflito [cerca de 200, a maioria militares], Olmert afirma que a maior parte das mortes ocorreu em uma zona de operações - no sul do Líbano - traçada pelo ex-ministro da Defesa Shaul Mofaz.
Olmert afirma que os altos comandantes do Exército foram nomeados por seus antecessores.