São detalhes. Jogamos 35 minutos bem, mas os cinco minutos que jogamos mal nos custaram a vaga na final e a medalha garantida", lamentou o técnico Antônio Carlos Barbosa.
Com isso, as australianas decidirão o ouro, enquanto as donas da casa jogarão pelo bronze no próximo sábado. Na outra semifinal, a Rússia venceu por 75 a 68 e colocou os EUA no caminho do Brasil.
Esta foi a terceira derrota consecutiva do Brasil para as rivais da Oceania em semifinais das mais importantes competições internacionais - já haviam perdido na mesma fase nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000 e Atenas-2004. Em 11 confrontos em torneios dessa envergadura, a Austrália tem nove vitórias.
"É cliché, mas perdemos para uma grande equipe, que tem ficado com medalhas em Mundiais e Olimpíadas desde 1998. Não foi nada de anormal", comentou Barbosa, que elogiou a regularidade do time australiano durante a partida.
"Elas não têm altos e baixos durante a partida. Contra a Austrália não pode ter queda de rendimento, é fatal. Elas são constantes desde o primeiro minuto de jogo. É difícil jogar contra um time assim", disse.
A técnica australiana Jan Stirling reconheceu a boa partida das brasileiras, dizendo que isso valorizou ainda mais a vitória de sua equipe. "Não sucumbimos à pressão da torcida. Ficamos firmes mesmo quando estávamos atrás no placar", ressaltou.
"A decepção do Brasil é compreensível. A gente sabe como é difícil jogar um Mundial em casa, a expectativa é muito grande. As brasileiras jogaram muito bem, tornaram a nossa vitória muito difícil, por isso estou orgulhosa do meu time", completou.