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Oficial de Justiça e advogado são presos acusados de integrar quadrilha



Data de Publicação: 23 de setembro de 2006
 
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Operação Sansão
Outras prisões deverão acontecer

Acusado de integrar quadrilha que desviava dinheiro de contas bancárias de aposentados e até de pessoas que já haviam morrido, na manhã de ontem, dando continuidade à Operação Sansão, deflagrada em cinco estados pela Polícia Federal, o oficial de Justiça, Mário Lúcio Ferreira acabou sendo preso. Ele teria recebido R$ 2 mil para atestar que uma pessoa já morta residia em determinado bairro na capital maranhense.

Até o fechamento da nossa edição, 13 pessoas já haviam sido presas no Maranhão, Pará, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais. Entre os presos está o juiz André Rui Cavalcante, de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Dos mandados expedidos pela Justiça Federal do Maranhão, dois ainda não haviam sido cumpridos até o fechamento da nossa edição.

Juntamente com o oficial de Justiça, atendendo determinação judicial, o advogado José Ribalinho de Barros Neto também foi preso. A prisão do advogado foi em atendimento a uma representação feita pelo delegado federal Sandro Augusto dos Santos, que preside o inquérito. O delegado passou a desconfiar do comportamento do advogado, que veio para capital maranhense após a prisão do pai dele, em Pernambuco, acusado de integrar a organização criminosa.

Em São Luís, no início da semana, já haviam sido presos o corretor de imóveis Antônio Carlos Paz Landi, o empresário Francisco Dantas Araújo e Moacir Monroe Ferreira. Segundo o delegado da PF, Sandro Augusto dos Santos, os homens poderão ser indiciados por crimes como estelionato e formação de quadrilha. Outras prisões deverão acontecer a qualquer momento, informou o delegado.

O golpe
De acordo com informações do delegado, a quadrilha conseguia o número das contas bancárias inativas das vítimas, geralmente pessoas aposentadas ou já falecidas e, em seguida, conseguia descobrir se nas contas bancárias existiam valores depositados. Através de documentos falsificados, o bando obtinha um alvará da justiça para a liberação dos valores.

Em alguns casos, havia a participação de magistrados. O delegado informou ainda que os alvarás de justiça obtidos pelo bando não eram falsos, contudo conduziam de forma incorreta as decisões dos juízes. Até o momento, a PF confirmou duas vítimas da quadrilha, cujo prejuízo aproximado chega a casa de R$ 1 milhão.

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