Os bancários estão ameaçando realizar uma greve nacional a partir de terça-feira, 26. A categoria pressiona os banqueiros para que concedam o reajuste salarial anual 2006. Durante a semana, foram realizados vários piquetes nas postas de agências aqui em São Luís; ontem foi realizada em frente à Caixa Econômica da João Lisboa.
O mês de setembro é o período da data-base da categoria, e eles têm esse tempo para negociar os reajustes salariais. Tanto que desde o início de agosto, tentam acordos com os banqueiros, mas as negociações estão paradas. Após a realização de 7 rodadas de conversações não foi apresentada nenhuma proposta que satisfaça as duas categorias.
Raimundo Costa, presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão, acredita que a categoria se encontra sem alternativa. "Já estamos cansados de saber que os banqueiros não entendem outra linguagem, a não ser a da greve. Há 50 dias, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) recebeu a minuta com as nossas reivindicações, mas não acenou para negociações. Então não temos outra saída que não seja cruzar os braços a partir de terça".
A campanha unificada pede um reajuste de 7,05% mais a inflação do período de 1º/09/2005 a 31/08/2006, PLR, aumento do piso da categoria para R$ 1.500, auxílio-creche, 13ª cesta-alimentação e 14º salário.
Segundo Raimundo Costa, o argumento utilizado pelos representantes dos banqueiros é que o acordo do ano passado ficou além da expectativa, e que, neste ano, com uma inflação menor, os reajustes sejam pequenos. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - Contraf, que atua em 23 estados e no Distrito Federal, informou que o Comando Nacional dos Bancários decidiu realizar uma paralisação de 24 horas no dia 26. Porém a greve ainda deverá ser aprovada em assembléias no dia 25.