O Ministério Público, o Tribunal de Contas e até mesmo a Justiça Eleitoral precisam dar um basta imediato aos escandalosos repasses de verbas para três ou quatro secretarias, a título de crédito suplementar que o governador José Reinaldo vem fazendo nestas últimas semanas com o claro intuito de desviar verbas para seus candidatos.
Enquanto o Brasil discute de onde veio R$ 1,7 milhão para a compra do dossiê com as falcatruas dos tucanos, o Diário Oficial do Estado publica dezenas de atos do governador José Reinaldo com transferências de quase 40 milhões de reais, destinados, exatamente, para os órgãos que mais estão envolvidos nos muitos escândalos de roubalheira do dinheiro público.
Na semana passada, Veja Agora denunciou que o governador havia liberado mais de 12 milhões de reais para alguns órgãos da administração direta, como a Secretaria de Infra-Estrutura, a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Educação, todas dirigidas por pessoas de extrema confiança de José Reinaldo e marcadas por graves acusações de desvio de dinheiro público. Só para as secretarias, José Reinaldo destinou doze milhões de reais.
A sanha criminosa do governador em destinar recursos para órgãos cuja vinculação com políticos inescrupulosos é clara e evidente, mostra que José Reinaldo quer mesmo raspar o tacho da fazenda pública, não só para financiar as campanhas de seus três candidatos e dos seus outros aliados, como vai deixar o erário sem um centavo para inviabilizar, de propósito, a administração do próximo Governo que ele sabe, sem nenhuma dúvida, que será comandado por Roseana Sarney.
Somente no último número do Diário Oficial, publicado na última sexta-feira (22/9), José Reinaldo volta a agir e manda, também a título de crédito suplementar, mais de vinte e seis milhões de reais para as mesmas secretarias, além de acrescentar outros órgãos nessa orgia de gastos.
Novamente os órgãos que mais recebem recursos do governador são a Secretaria de Educação - cujo titular é seu mais fiel assessor, Lourenço José Tavares Vieira da Silva -, a Secretaria de Planejamento, cujo titular Simão Cirineu é o maior algoz dos servidores públicos, a Secretaria de Saúde, comandada por Helena Ferreira, mulher do candidato a deputado pelo PSB, Afonso Manoel, que faz uma campanha miliardária para tentar se eleger pela primeira vez e até para a Assembléia Legislativa que na atual administração se transformou em um apêndice do Palácio dos Leões.
Urge, pois, que o TCE, o Ministério Público e até a própria Justiça Eleitoral, que são constitucionalmente os zeladores do dinheiro público e fiscais do equilíbrio da disputa eleitoral, determinem a suspensão dos repasses que vêm sendo feitos por José Reinaldo para os mesmos órgãos e administradores sob os quais pesam graves suspeitas de práticas de ilícito financeiro.
Basta! Chega de bandalheira! Nós não podemos mais ficar assistindo a tudo passivamente - exceto por uma ou outra intervenção ditada pela pressão do clamor público. O Maranhão trava conhecimento quase que diário dos desmandos do governador, da falta de pressupostos legais para sua descarada e escancarada intervenção na disputa política e exige ser tratado com respeito. Não podemos mais aceitar que atos inescrupulosos saqueiem os combalidos cofres do povo do Maranhão apenas para facilitar a vida de um grupelho que se encastelou no poder e julga que pode viver ignorando a opinião pública e os órgãos de fiscalização legitimamente constituídos.
Chega! É hora de acabar com essa imoralidade!