Unidos pela conveniência
O tucano João Castelo e o noviço socialista Edison Vidigal têm, juntos, uma história que só é do conhecimento de quem tem mais de 40 anos. Os dois eram amicíssimos quando Castelo, ainda deputado, não havia sido escolhido governador biônico. Uma tragédia os unia. A perda de um filho de Castelo em um acidente da capital federal colocou Vidigal como um dos mais sólidos amigos do hoje tucano. Foi Vidigal quem tratou de toda a parte legal da liberação do corpo do IML e seu traslado para o Maranhão.
Tudo parecia ser uma demonstração de afeto. Não era. Vidigal tinha segundas intenções.
Quando Castelo foi escolhido pela Ditadura Militar para governar o Maranhão, Vidigal achou que era a hora de cobrar a fatura. Voltou ao Maranhão e passou a querer mandar mais que o governador. Achava que Castelo tinha um débito eterno com ele e que, por isso, poderia fazer o que bem entendesse no Governo.
Não podia! E o confronto foi inevitável.
Rompidos, viraram inimigos ferozes. Contam os antigos que Vidigal, irritado com o ex-amigo, saiu pichando os muros da cidade com inscrições assim: “Castelo é o governador mais ladrão do Brasil”.
Ninguém sabe se foi realmente ele quem fez as pichações, mas elas permaneceram nos muros da Igreja da Sé até quando Roseana conseguiu recursos para a Catedral Metropolitana.
Hoje, os dois estão de novo unidos. Por pura conveniência e oportunismo político.
Boa piada
Dei muitas gargalhadas ontem ao ler o editorial de primeira página de O Imparcial, afirmando com todas as letras que “Jornal é coisa séria”. Lembram dele? O Imparcial é aquele jornal que falsificou as fotos de José Reinaldo em Itapecuru.
Coisa séria... Há tempos que eu não ria tanto...
Fim melancólico
A carreira política de Aderson Lago pode estar próxima do fim. É dado como certo que, após as eleições, ele deixa a vida pública e vai tratar da saúde, que andou meio abalada.
Para quem dizia ser a novidade da eleição e ter um arsenal de denúncias capaz de acabar com Roseana, Aderson deixa a eleição de forma melancólica. Ninguém lhe deu ouvidos.
Rindo à toa
Quem vê o futuro senador Cafeteira encontra um homem sereno, mas que ri à toa. É que todas as pesquisas divulgadas mostram que o ex-governador já deixou Castelo longe. O tucano caiu e muito. Na queda, até quebrou um braço!
Uma bomba
Gladis Ramos, mãe do filho gaúcho de José Reinaldo, está levantando provas do enriquecimento do governador e os presentes dados por ele a Alexandra e Ana Karla. Ela vai buscar na Justiça os mesmos direitos para o filho que foi abandonado.
Zé Reinaldo não liga para o filho nem em datas como Natal e aniversário do garoto.
Parabéns
A Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj completou 60 anos no último dia 20. É uma das poucas instituições que não foi contaminada pelo vírus da corrupção.
Ainda bem!
Uma frota
Alckmin acusou Lula de ser igual a um puxador de carros. Se for assim, FHC é puxador de uma frota inteira. Aliás, depois que perder, Alckmin vai abrir uma butique na loja Daslu com os dois mil vestidos que a mulher dele “ganhou” de um estilista paulista.
Festa no Maracanã
Começa hoje a Festa da Juçara. Sem o apoio dos órgãos governamentais, mas com o entusiasmo dos moradores que esperam faturar algum dinheiro até o final de outubro. Os comerciantes são gratos a Ricardo Murad que, como gerente metropolitano modernizou e dotou o espaço da festa de condições dignas para os vendedores de juçara e os visitantes.
Amigo, amiga...Não convidem Vidigal e Jackson Lago para o mesmo comício. Jackson está tão irritado com as investidas do sócio no consórcio reinaldista que, ao ouvir dizer que Vidigal queria um encontro com o “amigo”, teria disparado.
Amigo um...
E depois?
Perguntar não ofende: como esse pessoal vai se virar depois do dia 1º?