No primeiro grande evento petista após o episódio da suposta compra de um dossiê antitucano por membros do partido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, endureceu o discurso, cobrou punição e disse na noite desta sexta-feira que o PT não pode fazer "vista grossa" com os envolvidos.
Por sua vez, Aloizio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, defendeu que o partido vai ter que "cortar na carne", aproveitando a expressão que Lula usou durante outros escândalos, como o do mensalão.
Na semana passada, a Polícia Federal prendeu Valdebran Padilha e Gedimar Passos em um hotel em São Paulo e apreendeu R$ 1,7 milhão que seria usado para a compra de um suposto dossiê antitucano.
No mesmo dia, a PF também prendeu Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam, e apontado como a pessoa que forneceria documentos que ligariam José Serra e Geraldo Alckmin à máfia das ambulâncias.
Com o avanço das investigações, oito pessoas ligadas ao PT e ao governo federal foram afastadas de seus cargos, entre elas o ex-coordenador da campanha eleitoral de Lula Ricardo Berzoini, o braço direito de Mercadante na campanha eleitoral, Hamiltom Lacerda, e o assessor especial da Presidência Freud Godoy.