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VARIEDADES - OS FALSOS LIBERTADORES E SUAS OBRAS VIRTUAIS



Data de Publicação: 24 de setembro de 2006
 
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ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Cantador: Boca de Fogo

I
Após as obras fantasmas
Do governante atual
Um dos seus subordinados
Achando a idéia genial
Se danou a fazer maquete
E espalhar na capital

II
Exposta ao sol e ao vento
Pra passarinho borrar
A da praça João Lisboa
Sem ninguém para cuidar
Nem o próprio criador
Sabe aonde foi parar

III
Tudo teria valor
Se não fosse virtual
Ou se eles não tivessem
O costume habitual
De mentirem para o povo
Com a maior cara-de-pau

IV
Trabalho e honestidade
Até que o slogan colou
Mas onde está a verdade
Desse rol difamador
Aquele que trai uma vez
Sempre será traidor

V
Quem não lembra da aliança
Na campanha de dois mil
Na casa da senadora
Que a imprensa toda assistiu
Foi tanta bajulação
Que até champagne saiu

VI
Prometeste tantas vezes
A Estrada da Vitória
Como prefeito três vezes
Nada fizeste até agora
E queres ser governador
Para vir com a mesma história

VII
Há um adágio que serve
Pra certos infiéis
Diga-me com que andas
Que eu te direi quem tu és
Por isso que os teus parceiros
Também não valem um derréis

VIII
Foram todos contemplados
Com a benção da mesma mão
Porém hoje relegados
Diante da população
Fazem do líder o seu deus
Num gosto de servidão

IX
Por tanto seus sanguessugas
Fiquem lá com suas manias
Sugando as tetas do rei
Dia e noite, noite e dia,
Perdendo a dignidade
A troco de mixaria

X
E já que estão no poder
Usufruindo e esbanjando
Qual liberdade é essa
Que vocês vivem clamando?
Só se for pra expulsá-la
Vocês mesmo comandando

XI
E os rombos da Prefeitura
Ninguém sabe, ninguém viu.
Como os da Coliseu
Que ex-prefeito consentiu
Pirilampo ficou com um tanto
O outro tomou doril

XII
E se vocês querem mesmo
Essa tal libertação
Da qual vocês tanto falam
Diante da televisão
É só se olharem no vídeo
E gritar: pega ladrão!

XIII
Vinte anos no comando
São as obras do Jajá
Socorrão sem estrutura
Maquete em todo lugar
Ainda tem doido dizendo
Que ele merece voltar

XIV
O Vivi fincou uma pedra
Numa bonita cidade
Que era pra ser judiciária
E hoje a comunidade
Se sente ludibriada
Por causa da falsidade

XV
O Dedé por sua vez
Fez um grande investimento
Raspou tudo da Caema
Aplicou em apartamento
Deixou uma caixa d'água
Sem nenhuma gota dentro

XVI
Estão aí os farsantes
Juntos na mesma função
Onde um completa o outro
Mas não defende o patrão
Se os três tivessem vergonha
Não falavam em libertação.

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