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Caxias on-line



Data de Publicação: 24 de setembro de 2006
 
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Evilásio Santos

Fim da festa
Tudo estava pronto para a realização de mais um festival da Prefeitura de Caxias com 11 das mais conhecidas bandas da Bahia e de forró e, de quebra, um show com o cantor Amado Batista. Contudo, uma decisão do juiz eleitoral da 4ª Zona da Comarca de Caxias, Dr. Paulo Afonso Vieira Gomes, no final da tarde desta quinta-feira, sustou o início do II Caxias Fest, programado para os dias 21 a 23 de setembro, no Parque da Cidade. A decisão judicial não ocorreu em função da prefeitura ter resolvido fazer o Caxias Fest restando pouco mais de uma semana para as eleições de 1º de outubro, mas o ato de infringir aos limites da propaganda eleitoral, por parte dos candidatos apoiados pelo prefeito Humberto Coutinho. Na manhã de quinta-feira, um punhado de santinhos, com figuras de artistas que se apresentariam no festival, de um lado, e do outro, a chapa com os candidatos Cleide Coutinho, Flávio Dino, Castelo e Edison Vidigal, fartamente distribuídos na cidade, chegou às mãos do promotor eleitoral, Dr. Pedro Lino Silva Curvelo, que imediatamente acionou o juiz eleitoral, pedindo a interdição do evento. Horas mais tarde o magistrado acataria a solicitação do Ministério Público Eleitoral.

Queimação
Passado o frisson da notícia da suspensão do II Caxias Fest, as pessoas começam a raciocinar diante dos detalhes que o caso oferece. Um deles diz respeito ao conteúdo dos out-doors que a prefeitura espalhou na cidade. Neles é anunciado o festival, assim como os dias de realização, e traz também o nome das bandas que se apresentariam na festa. Tem gente que já acredita que tudo não passou de um ardil político para “queimar” Paulo e Márcia Marinho, os mais fortes cabos eleitorais de Roseana e Cafeteira na Princesa do Sertão, e fazer o povo se insurgir contra os dois.

Carta
Paulo Marinho distribuiu uma carta aberta ao povo de Caxias. Diz que o prefeito Humberto Coutinho quis provocar a revolta da população e criar um fato político relevante para, com isso, tentar mudar o resultado das eleições, que lhe é desfavorável. Ressalta que HC não é burro e que também sabe que a lei eleitoral proíbe a realização de shows e eventos pagos com o dinheiro público nos três meses que antecedem as eleições.

Maldade
PM elogiou a decisão do Ministério Público Eleitoral. Mas solidarizou-se com vendedores ambulantes “que investiram seu dinheirinho para ganhar seu sustento e estão prejudicados. Diz mais: “Que maldade Humberto Coutinho fez aos pobres. E com a intenção de atribuir a mim um ato que não fiz, pois não sou burro, e assim beneficiar seus candidatos”!

Antidemocrático
Os professores do município seguem com a paralisação das atividades escolares, pelo menos até o próximo dia 29, conforme decisão de assembléia do Sinprosemc, o sindicato da categoria. O problema é o reajuste salarial que não ocorre há dois anos. Eles criticam o prefeito Humberto Coutinho e o acusam de ser antidemocrático, por haver tentado na calada da noite, às pressas, aprovar um projeto imoral de reajuste de R$ 13,00 na Câmara de Vereadores, reajuste que os professores já recusaram.

Aliados
A oposição ao prefeito Humberto Coutinho não poderia achar aliados mais determinados dos que os professores municipais na reta final da campanha eleitoral. Na panfletagem que espalham nos bairros, os mestres estão revelando os desmandos da administração municipal. Explicam que a saúde é outro abandono: as consultas nos postos são marcadas de uma semana para outra e exames com prazos a perder de vista, além de um único médico para tratar todos os tipos de doenças.

Zombaria
Os correligionários da candidata Cleide Coutinho e demais candidatos apoiados pelo prefeito HC não perdem a oportunidade de fustigar o Poder Judiciário, devido à postura firme do juizado. No meio da semana, ganharam uma liminar que lhes garantia vestir camisetas com identificação partidária. Um grupo, então, promoveu uma carreata circulando a Praça Gonçalves Dias, onde está o fórum. Trajavam camisetas verdes e zombavam dos magistrados. Na quinta-feira tiveram que engolir: a liminar foi derrubada por outra decisão de São Luís.

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