A contar de hoje, daqui a exatos 6 dias, o Maranhão vai eleger seus novos representantes no Senado (1 representante), na Câmara dos Deputados (18 representantes), na Assembléia Legislativa (42 representantes) e quem vai governar o nosso Estado. Por isso, a hora não é de comemorar, mas é tempo de vigiar. O Maranhão precisa ficar atento para que não aconteça no domingo o que José Reinaldo Tavares vem dizendo há mais de dois anos: que vai usar a máquina do Estado para tentar reverter a esmagadora maioria da preferência do eleitorado pelo nome de Roseana à custa dos cofres públicos.
Nos últimos meses, o governador fez toda a sorte de artimanhas. Fraudou, desvirtuou programas sociais, montou esquemas com instituições fantasmas, promoveu a criação de cartas-convite com o objetivo de mandar dinheiro para seus candidatos e usou, de forma desbragada, a máquina do governo para favorecer a trinca de candidatos que escolheu para compor o consórcio que visava a perpetuar sua forma corrupta de governar.
Cada maranhense, de cada rincão deste imenso e poderoso Estado, tem a obrigação de ficar atento e denunciar às autoridades policiais e eleitorais os abusos que a turma de José Reinaldo venha a praticar, em qualquer povoado, cidade ou região do Maranhão, que visem à prática de ilícitos eleitorais. É preciso impedir que a malha criminosa que se assentou sobre o Maranhão nos últimos quatro dias possa render dividendos políticos para os candidatos reinaldistas.
Há rumores que o governador vai contratar 400 mil pessoas para atuar como boca-de-urna. A boca-de-urna é crime previsto no Código Eleitoral e quem atuar cooptando eleitores nas proximidades dos locais de votação, deverá ser denunciado e poderá ser preso. Também é proibido o transporte de eleitores, o pagamento de passagens para deslocamento de trabalhadores de qualquer cidade e pagamento de alimento, doação de vestuário (vestidos, camisas, calças e sapatos), brindes, material de construção, ou qualquer outro produto que configure compra de votos e, principalmente, dinheiro.
A fiscalização, que deve ser feita sobre todos os candidatos de todos os partidos e coligações, é uma ação de cidadania. Mas a atuação do eleitor na fiscalização da turma de José Reinaldo tem que ser muito mais rigorosa e implacável. Afinal, é ele quem tem as chaves dos cofres do erário estadual e é ele quem vem fazendo diárias e monstruosas transferências de recursos para secretarias que são, freqüentemente, acusadas de envolvimento em escândalos administrativo-financeiros.
O rigor da fiscalização sobre os candidatos de José Reinaldo também se justifica porque foi ele quem anunciou, ainda no ano passado, numa convenção do PSDB, que iria colocar a máquina administrativa do estado para eleger seu sucessor e que contaria, ainda com o apoio da máquina da Prefeitura Municipal de São Luís e da Assembléia Legislativa, o que, afinal, acabou acontecendo, já que são vários os crimes eleitorais que estão sendo alvo de investigação no Tribunal Regional Eleitoral.
Embora as pesquisas demonstrem uma vitória esmagadora de Roseana já no primeiro turno, é preciso não descuidar nem um só segundo. Todos devem se manter em permanente estado de alerta, afinal, o governador conhece todos os caminhos, formas e atalhos de como atingir seus objetivos espúrios.
Afinal, o ex-presidente Thomas Jefferson (1743/1826), um dos Pais da Pátria americana, cunhou essa frase de sempiterna atualidade: "O preço da Liberdade é a eterna Vigilância".
E ninguém mais quer ser prisioneiro de um governo corrupto, igual o que agora se esvai de forma melancólica.