O governo federal decidiu cortar do Orçamento R$ 1,6 bilhão nas chamadas despesas discricionárias e reduziu a previsão de crescimento da economia de 4,5% para 4%, segundo nota do Ministério do Planejamento.
Os parâmetros do Orçamento são feitos pela Secretaria de Planejamento Econômico e revisados a cada dois meses.
No decreto anterior, de julho, houve uma liberação de R$ 4,8 bilhões. No entanto, após reestimativa de gastos e despesas, o governo optou pelo corte. Nos últimos meses, tem crescido as críticas aos gastos feitos pela esfera federal.
Logo após a aprovação do Orçamento, houve um contingenciamento (proibição da execução de parte do Orçamento) de R$ 14,2 bilhões para o cumprimento da meta de superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto).
De acordo com o Ministério do Planejamento, o corte é justificado principalmente pela redução da estimativa das transferências a Estados e municípios, no valor de R$ 299,7 milhões, e do aumento do déficit da Previdência em R$ 539,1 milhões. Além disso, o governo aumentou a estimativa para as despesas de execução obrigatória.
Do valor que será cortado, R$ 1.579,8 milhões são do Executivo e os outros R$ 20,2 milhões referem-se ao Legislativo, Judiciário e Ministério Público da União.