ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Setembro/2006 » Edição 341 » Política

Tadeu obriga ambulantes a comprar carro de R$ 1.800,00



Data de Publicação: 28 de setembro de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Esquema
Vendedores desrespeitados

O prefeito Tadeu Palácio (PDT) e a primeira-dama do município, Vanilma "Tati" Palácio (PSDB), parecem ter aprendido bem a lição com o ex-governador e atual deputado federal João Castelo (PSDB).

Hoje candidato a senador - Tati é sua candidata a suplente -, o tucano foi responsável pela ordem que culminou com o espancamento de milhares de estudantes em 1979, durante protesto pela meia-passagem, e parece ter ensinado todos os seus "métodos" ao chefe do Executivo Municipal.

Nas últimas semanas, Tadeu tem comandado uma verdadeira "varredura" na cidade, retirando de todos os bairros, principalmente do Centro, trailers, bancas de revista, bancas de bombom, vendedores ambulantes com isopores e tudo o que diga respeito ao comércio informal. Para isso, muitas vezes - como também o fez Castelo -, sem se importar com o excesso de força, a truculência e a falta de respeito com os profissionais que, de alguma forma, batalham para ganhar a vida.

Mas isso não é o mais grave. Além de retirar à força os trabalhadores, o prefeito Tadeu Palácio pode estar à frente de mais um bem tramado esquema que visa a favorecer aliados à custa do endividamento dos ambulantes.

No caso dos trabalhadores que utilizavam isopores para a venda de coco, a Prefeitura fez o seguinte: notificou os ambulantes a comparecerem na Semthurb (Secretaria Municipal de Terras, Habitação, Urbanismo e Fiscalização Urbana), criou um cadastro e os obrigou a adquirir, pela bagatela de R$ 1.800,00, um carro de coco padronizado de uma empresa identificada apenas como Fibra-Vale. A "pechincha" deve ser paga com entrada de R$ 600,00 e o restante em quatro parcelas de R$ 300,00. O comerciante tem ainda a "opção" de adquirir o carrinho, à vista, por R$ 1.600,00.

"A gente fica frustrado, porque tem que se submeter a um esquema para poder continuar trabalhando e levando comida para nossa família", revelou um dos ambulantes contactados por Veja Agora, que preferiu não se identificar para não prejudicar o seu "novo" trabalho.

"O pior de tudo é que a gente ainda fica endividado. Eu quero continuar trabalhando e já tirei empréstimo pra poder comprar esse carro", completou.

Escritório
E não são apenas os ambulantes que sofrem com o jogo de interesses do prefeito. Os proprietários de trailers também são alvo do desprezo da Prefeitura. Em muitos locais, eles foram retirados de praças e ruas, e jogados em um "depósito" na Ilhinha.

Cúmulo da falta de respeito, nossa equipe de reportagem encontrou, inclusive, um trailer que foi desapropriado e, hoje, serve como depósito de ferramentas de funcionários da Prefeitura que realizam obras na Beira-Mar.

Links Patrocinados

BUSCA:

Edição 341
Edição 341
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br