Por Gilberto Léda
Editoria de política
ASFALTAMENTO
Processo já teria vencedor
Num momento em que denúncias de irregularidades em processos licitatórios assolam o Governo do Estado - o caso mais recente, referente ao esquema das cartas-convite, pode ser alvo de inquérito instaurado pelo Ministério Público nos próximos dias -, o prefeito Tadeu Palácio (PDT) parece não ter aprendido a lição e pode ser a próxima vítima do MP.
Informações de fontes da Prefeitura garantem que a licitação para as obras de "implantação e conservação de vias urbanas, de diversos bairros de São Luís/MA", como diz o próprio texto do edital da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), já tem vencedor, mesmo antes da abertura de todas as propostas.
A empresa contemplada seria a Engepav, que estaria ligada à Citè Luz, prestadora de serviços para o Executivo Municipal na área de iluminação pública e que possui "braços" administrados por familiares do prefeito, o irmão Fernando Palácio, inclusive.
Ainda de acordo com a denúncia, a apresentação de propostas por parte de outras duas empresas, a Íris e a Capital, seria apenas mais uma forma de maquiar a jogada e fazer parecer lícito todo o processo. Prova disso seria a chegada de todo o maquinário da Engepav, semana passada, e o próprio início de algumas obras na capital. Fotos publicadas em jornais locais mostravam o próprio prefeito em cima de um dos tratores recém-adquiridos pela empresa para executar os serviços.
CPL
Estivemos ontem (4) na sede da Central Permanente de Licitações (CPL) da Prefeitura Municipal, na Avenida dos Franceses, mas a responsável pelo processo em questão, Maristela Sabóia Almeida, não se encontrava no prédio. Uma funcionária identificada apenas como Eugênia informou que ela não voltaria ao trabalho à tarde e forneceu apenas um telefone para contato.
Segundo o edital, a entrega das propostas e a abertura dos envelopes seriam na manhã desta segunda-feira. Ao que tudo indica, entretanto, como o processo já estaria direcionado, não houve qualquer movimentação nesse sentido na sede da CPL. No total, mais de R$ 3,3 milhões do contribuinte ludovicense podem estar indo, mais uma vez, para o ralo da corrupção.