DESCASO
Esgoto estourado coloca em risco a saúde da população
Desde sexta-feira da semana passada que um esgoto na Avenida Leste-Oeste, Cohatrac, estourou. Naquele mesmo dia, os comerciantes do local comunicaram à Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (CAEMA) e foram informados que a situação seria resolvida em, no mínimo, 72 horas úteis.
O problema é que o esgoto estourou próximo ao final de semana, logo os dois dias seguintes, comerciantes e moradores do Cohatrac foram obrigados a conviver com o mau cheiro e a sujeira da avenida alagada pela água suja. "A gente fica o dia todo sentindo esse mau cheiro e ainda sofre porque quando passa um carro molha dentro da loja", comentou Rosane Ramada, comerciante.
Além de serem incomodados pelo odor e terem as lojas sujas quando os clientes entram com os pés molhados, o prejuízo maior é o financeiro porque os clientes mais exigentes procuram outros estabelecimentos comerciais em vez dos próximos ao esgoto estourado.
A loja que Gracilene dos Santos trabalha é um exemplo. Ela explica que nem quem tem carro gosta de ir porque enquanto o veículo fica parado na porta do comércio, passa outro e os respingos sujam o automóvel. "É sempre assim, enquanto o esgoto está jorrando, os clientes evitam vir para não se sujarem", disse.
Essa não é a primeira vez que o esgoto estoura. Nos meses chuvosos, isso acontece com mais freqüência e a Caema sempre se mostrou incapaz de solucionar o problema. Marines Araújo, outra comerciante, disse que já houve vezes da companhia consertar o vazamento à noite e pela manhã estourar de novo.
Segundo os comerciantes da rua, o problema só ainda está assim porque a população ainda não tomou providência drástica contra a empresa. "Na hora de cobrar 50% de esgoto na conta de água a Caema é boa, mas na hora de consertar o esgoto, eles não ligam", disse Maria Teresa Santos.
A revolta, no entanto, se estende aos moradores. Para Fernando Portugal, morador do Cohatrac III, a situação é de indignação. "Para pegar o coletivo, temos de ir para outra parada, pois se ficarmos nesta avenida podemos tomar um banho com essa água suja, pois os motoristas não respeitam quem se encontra nas paradas", relatou.