O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), voltou a pressionar ontem o governo para que retire a urgência constitucional de cinco projetos em discussão no plenário. Sem a iniciativa, destacou, não será possível fechar um acordo com a oposição para garantir o destrancamento da pauta e a discussão da emenda constitucional que acaba com o voto secreto em processos de cassação de mandato.
“Se não retirar a urgência, o governo arcará com sua parcela de responsabilidade na obstrução da pauta da Câmara . Não creio que o governo adotará uma posição de intransigência”, afirmou Aldo.
A pauta está trancada por 20 medidas provisórias e cinco projetos com urgência constitucional. Os líderes admitem votar sem discussão as MPs para poder analisar no esforço concentrado que se inicia hoje, projetos como o fim do voto secreto, a lei geral das micro e pequenas empresas e a criação da loteria Timemania. Mas não há acordo com relação aos projetos com urgência.
Na semana passada, Aldo conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais) e Dilma Rousseff (Casa Civil), mas até agora o governo não se manifestou sobre a retirada das urgências.
“Na Câmara é possível fazer um acordo quando há vontade política e determinação. Se depender de mim, começamos a votar na sessão de hoje”, disse Aldo Rebelo.