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Licitação da Prefeitura municipal continua sob suspeita de fraude



Data de Publicação: 6 de setembro de 2006
 
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Por Gilberto Léda
Editoria de Política


A equipe de reportagem de Veja Agora passou todo o dia de ontem (5) buscando novas informações sobre o suposto esquema de direcionamento de licitação no valor de R$ 3,3 milhões para uma empresa ligada à família do prefeito Tadeu Palácio. A pregoeira da Central Permanente de Licitação da Prefeitura Municipal, Maristela Sabóia Almeida, responsável pelo processo, foi procurada nos seus dois turnos de trabalho, mas, assim como na segunda, novamente não nos atendeu.

Quando ligamos pela manhã, fomos informados de que ela havia saído para um curso e só apareceria para trabalhar hoje (6). À tarde, outra informação. Uma nova atendente explicou que ela havia deixado a sala há pouco tempo para resolver outros assuntos e que, talvez, não retornasse.

De uma forma ou de outra, o que continua sob suspeita é o fato de que o prefeito Tadeu Palácio (PDT) pode estar no comando do que pode ser mais um escabroso escândalo envolvendo a sua administração à frente da Prefeitura Municipal – nas proporções do esquema com a Limpel e a Limpfort, quando decretou estado de emergência na limpeza pública para contratar as duas empresas com dispensa de licitação.

De acordo com o que já foi apurado por Veja Agora e publicado na edição da última segunda-feira (4), o chefe do Executivo Municipal pode ter fraudado licitação no valor de R$ 3,3 milhões. O objetivo da concorrência, segundo o edital 006/2006, avalizado pela pregoeira Maristela Sabóia Almeida através do processo administrativo 060-1158/2006, é a “implantação e conservação de vias urbanas, de diversos bairros de São Luís/MA”.

No entanto, há informações dando conta de que a licitação já teria cartas marcadas e que a vencedora seria a Engepav, empresa ligada à Citè Luz, com braços administrados pela família de Tadeu – seu irmão, o candidato a deputado federal Fernando Palácio (PDT), seria um dos gestores da empresa que presta serviços na área de iluminação pública da capital. Nesse caso, a entrada das empresas Íris e Capital na disputa estaria configurada apenas como mais uma jogada para maquiar o esquema, uma vez que o maquinário da Engepav já estaria todo na cidade – armazenado em um terreno próximo ao Aterro da Ribeira – e, inclusive, realizando algumas obras na capital.

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