O presidente da Petrobras Bolívia, José Fernando de Freitas, afirmou ao jornal boliviano "La Razón" que não tem condições de realizar os investimentos necessários para cumprir os contratos de fornecimento de gás já assinados com o Brasil.
A Bolívia fornece 26 milhões de metros cúbicos de gás por dia ao Brasil de um contrato que prevê 30 milhões de metros cúbicos.
"Se todos os mercados pedissem os volumes máximos, e estamos próximos disso, a Bolívia não teria capacidade para entregá-los", disse Freitas.
Ele também afirmou que a Petrobras busca "fontes alternativas de fornecimento" de gás para o Brasil e que não vai fazer os investimentos necessários para ampliar a capacidade de produção na Bolívia.
A empresa espera manter na Bolívia o fornecimento de até 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia que já está previsto.
O executivo disse que deve ser adiada indefinidamente a construção de um pólo gás-químico na fronteira entre Brasil e Bolívia que representaria investimentos de US$ 1,5 bilhão.
Já a ampliação do fornecimento de gás para 45 milhões de metros cúbicos diários, que também já estava prevista, consumiria mais US$ 1 bilhão em investimentos, já que a Petrobras teria que construir novas plantas de processamento e exploração e ampliar a capacidade de transporte.