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Metendo o Bedelho



Data de Publicação: 3 de janeiro de 2007
 
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Professor Caio
metendoobedelho@jornalvejaagora.com.br


Quando a educação vai melhorar seus índices?
*Hostilio Caio Pereira da Costa
Um dos grandes males da educação é todos se acharem educadores e possuidores de saídas para a educação. Aí está a grande falha da sociedade, pois educação é para quem a conhece. Daí porque escrevi vários artigos sobre os índices educacionais, a fim de mostrar os péssimos índices da educação brasileira. Agora volto a me dirigir, através deste artigo, para mostrar novamente como anda a qualidade do ensino básico no Brasil.

Primeiramente, devemos verificar a escola e seu condicionamento atual. De modo geral, as escolas constituem um bem montado sistema de punições e recompensas que tem por objetivo levar os alunos a se comportarem segundo os padrões sociais dominantes.

Nesse aspecto, a escola nada mais é do que a reprodução do modelo político e social vigente; o indivíduo que foge às regras estabelecidas é punido. O que não significa que aquele que se comporta segundo as regras seja sempre recompensado. De modo geral, deixa de ser punido, ao menos diretamente.

Os conhecimentos transmitidos pela escola, na maioria dos casos, o aluno não é alguém e quem se oferece condições de parti-la de conhecimento existente, elaborar seu próprio conhecimento da realidade. Recebe sem discutir conhecimentos sedimentados, prontos e acabados, que deve restituir nas provas. O mais grave, porém é que esses conhecimentos são selecionados em função dos interesses daqueles que querem conservar a atual situação. Aqueles conhecimentos que favorecem a criatividade e o espírito crítico, como as artes e a filosofia.

A escola reproduz as condições externas, quanto à situação da cultura; uma elite detém o seu controle e só considera cultura o que é feito por ela, a que a maioria não tem acesso. Enquanto uma minoria faz cultura, reserva-se à grande maioria a condição de consumidora, quando tem condições para tanto, principalmente através dos meios de comunicação social. Na escola, o professor é considerado o depositário de todos os conhecimentos, enquanto os alunos são vistos como seres ignorantes, destituídos de qualquer cultura, que devem estar dispostos a aceitar o que é transmitido pelo professor.

A reprodução pela escola das condições econômicas, política, social e cultural da sociedade mais ampla tem a finalidade se não explícita pelo menos implícita de conservar a ordem vigente que privilegia uns poucos à custa de muitos. Como justificativa oferece-se aos desfavorecidos a perspectiva de fazer parte do grupo dos privilegiados o que, evidentemente, só acontece em casos excepcionais. Se assim não fosse, deixariam de existir os privilégios.

Diante disso, observa-se que o ensino fundamental oferecido pelas escolas públicas de São Luís se enquadra nessas perspectivas acima, visto que apesar da construção de escolas, onde apenas servirão de depósito de crianças, apesar da necessidade de espaços físicos, precisariam primeiramente deixar de efetuar uma educação quantitativa para apropriar-se de uma educação qualitativa, pois não adianta construir muitas escolas, uma vez que a preocupação atual na educação é com a linha didático-pedagógica adequada aos alunos, pois sem essa didática apropriada não existirá o ensino/aprendizagem. Logo não existe uma formação coerente para estes alunos, que saem cru para tentar ingressar no mercado de trabalho. Por outro lado, não é visto o investimento na formação do professor, haja vista que os professores estão desprovidos de curso superior e, principalmente, da formação continuada, através de semanas pedagógicas, seminários, palestras, cursos complementares e etc.

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