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Ponto de ônibus do Ipase se torna alvo da ação freqüente de marginais



Data de Publicação: 3 de janeiro de 2007
 
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INSEGURANÇA
Assaltantes da área amedrontam moradores

Os constantes assaltos ocorridos no primeiro ponto de ônibus depois da ponte do Rio Anil, no sentido Ivar Saldanha-Ipase, na Avenida Daniel de La Touche, amedronta os usuários de transporte coletivo. O motivo é grave e nenhuma providência relacionada à segurança é tomada pelas autoridades responsáveis.

O trecho quase não tem calçada. Isso diminui a circulação de pedestres e deixa a área ainda mais perigosa e deserta. Embora essa situação seja conhecida de todos que moram nas proximidades, não há alternativa - o ponto de ônibus é o mais próximo para quem mora no Ipase de Cima e quer se deslocar para outros pontos da cidade que não é o Centro.

O único policiamento do local é visto raramente. Como os moradores do Ipase de Baixo insistentemente reclamaram a polícia solicitando rondas rotineiras, alguns homens são vistos em motocicletas, mas nada que intimide a ação dos bandidos na Avenida.

Durante o feriado de primeiro de janeiro, mais uma vez a ação de marginais ocorreu livremente. Uma das vítimas, Ana Carolina Araújo Batalha, estudante de 22 anos, teve o relógio, o celular e R$ 100,00 em dinheiro levados pelos bandidos.

O assalto ocorreu por volta das 18h20min. Ela estava acompanhada da tia e da irmã, de apenas cinco anos. No ponto de ônibus, havia ainda mais duas pessoas desconhecidas. Os três marginais, armados com facas, a surpreenderam quando ela chegava ao ponto. Um deles foi reconhecido pela pequena M.T.R.B., irmã de Carolina, que mora no Ipase de Cima. Percebendo que ela sabia quem ele era e que ele costumava andar pelas ruas do bairro, o assaltante ameaçou de morte a criança.

Por este motivo a estudante preferiu não registrar ocorrência: "Sei que será inútil, a polícia está ciente dos assaltos que têm ocorrido no Ipase e jamais tomou qualquer providência. No entanto, se eu acioná-la, os bandidos podem ficar sabendo e tentar retaliações. Tudo que eu quero agora é proteger a minha irmã", afirmou Carolina.

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