A gente avisou
Novo secretário terá problemas com herança de Zé Noel
Saúde entrou em colapso
O secretário de Saúde do governo Jackson Lago (PDT), Edmundo Gomes, concedeu, ontem pela manhã (3), entrevista a uma rádio local, quando fez um balanço do que foi deixado pelo ex-governador José Reinaldo (PSB) na área de saúde.

Os maiores problemas que o novo secretário terá que enfrentar dizem respeito à herança de corrupção deixada pela equipe do ex-chefe do Executivo Estadual, na pasta que foi comandada pela ex-secretária Helena Ferreira.
Durante o curto período em que passou à frente da pasta, Helena se viu envolvida em diversas denúncias de malversação do dinheiro público, fraudes em licitações, assinaturas de convênios com entidades fantasmas e uso da Secretaria de Estado da Saúde (SES) para beneficiar as candidaturas do marido, deputado estadual eleito Afonso Manoel (PSB), a uma vaga na Assembléia Legislativa e do próprio governador Jackson Lago ao Governo do Estado.
Num dos casos mais emblemáticos registrados durante o período eleitoral, o Tribunal de Contas do Estado sustou os efeitos de um convênio assinado entre a SES e uma associação no município de Grajaú.
Na ocasião, o governo já havia enviado R$ 80 mil para a entidade, com o fim de construir módulos sanitários (banheiros) em povoados carentes. O dinheiro foi todo gasto e nenhum banheiro construído.
Colapso
Outra dificuldade será desafogar a demanda de atendimentos em São Luís que, atualmente, está "inchada" devido à quantidade de pacientes trazidos do interior.
Edmundo considera importante fazer um monitoramento das ações de cada município para descobrir a necessidade de cada um.
"Nós temos dois problemas importantes a serem atacados. Um deles é a questão da urgência e emergência que é gritante. Nós temos uma sobrecarga muito grande em São Luís e agora, também, em Imperatriz", disse.
Para o secretário, estes problemas serão resolvidos a partir do momento que forem sanadas as questões de Recursos Humanos e Recursos Financeiros. Segundo ele, será um processo lento e que os primeiros resultados só poderão ser sentidos daqui a, pelo menos, seis meses.
"O segundo problema é a construção de um pronto-socorro 'grande' no interior de Estado. Já a partir da próxima semana vamos começar a pensar nisso e fazer o planejamento", planeja.
O secretário não especificou localização. Segundo ele, vai partir de um estudo que descobrirá o ponto de convergência de municípios que mais enviam pacientes para a capital.
Sobre os índices da Saúde do Maranhão, Edmundo Gomes, considera a regionalização da Saúde como ponto principal para atacar o problema.
"Sabendo-se o problema de cada região, esses índices alarmantes poderão ser sanados", acredita.