Regis Marques
regisveracruz@uol.com.br
O direito de criticar
O governador eleito e líder da dinastia oligárquica lacustre-pedetista, Jackson Lago, tem um passado marcado por atitudes autoritárias – que o diga o deputado Domingos do Saco das Almas Dutra -, mas resolveu dar uma canja para os adversários e para a população. Na solenidade de transmissão do cargo, nosso atual governador deu sua “autorização” para que as pessoas que estiverem insatisfeitas com sua administração possam criticá-lo.
Longe de ser um ato democrático, a atitude do nosso governador mostra seu víeis demagógico. O direito à critica é inerente à condição humana e, principalmente, à democracia. Não precisa de autorização e nem de referendo do administrador público.
O que o governador precisa fazer, e de imediato, é trabalhar. Assumiu e não adotou nenhuma medida de impacto para conter a sangria dos cofres públicos, nem apresentou nenhuma proposta administrativa nova. É como se a “libertação” se resumisse a dar emprego a uns três ou quatro parentes e a uma tróica de amigos e apaniguados que agora se refestela no poder.
O ato de generosidade do nosso novo comandante nada tem de generoso. Antes, é uma atitude que apenas tenta intimidar quem a ele se opõe e também aos métodos adotados para elegê-lo.
Agora, se ele quiser elogios, é só procurar aquele jornal imparcial. Lá eles fazem isso direitinho.
Igual a João
O filho de João Dominici – aquele do escândalo das estradas fantasmas e otras cositas más – resolveu sair do casulo, pagou duas páginas no jornal de doutor Pêta e rasgou elogios para “titio Zé Noel”. Eduardo Dominici, o dito cujo, foi um dos maiores beneficiados com recursos do Governo do Estado.
Ele promete ser igual a João.
Não é daqui
O pianista Arthur Moreira Lima, que se apresentou na solenidade de transmissão de cargo de Jackson Lago, não é maranhense, ao contrário do que disse a coluna, segundo corrigiu o empresário Eduardo Lago. Ele é amigo do empresário, que o trouxe ao Maranhão anos atrás para conhecer seus “parentes” daqui, que na verdade, é óbvio, não são seus parentes.
Inconsolável
O ex-assessor de Alexandra Miguel, Felipe Klamt está inconsolável. Perder aquela boquinha para um tipo igual Weverton Rocha, que tem um passado de denúncias de desvios de dinheiro da UMES foi demais para ele que é socialite.
Ele agora vai se juntar a Flávia Regina, Marcos Nogueira e outros remanescentes da boate Leomigos e vão fundar o Bloco dos Abandonados.
Baixaria
O jornalista Décio Sá narra em seu blog um episódio sobre a suposta baixaria que teria ocorrido entre o dois ex-juízes Edison Vidigal e Flávio Dino, em disputa pelo prédio onde funcionou a Secretaria de Justiça e a extinta Cohab, no Outeiro da Cruz.
Segundo Décio Sá, houve de tudo, inclusive ofensas cabeludas.
Órfão
O deputado Sebastião Madeira – que o deputado João Castelo chama de “Biruta de Aeroporto” -, ao que parece, além de ter perdido o rumo, ficou órfão político.
Madeira alimentava o sonho de ser o futuro prefeito de Imperatriz. Com o afastamento de Jackson, ele viu seu sonho sumir pelo ralo.
Só inocente
Espertos mesmo são os deputados que terão uma pasta no governo de Jackson. Eles vão ficar até o último dia nos seus postos na Assembléia Legislativa. Lá vão embolsar algumas dezenas de milhares de reais. Enquanto isso, o Maranhão começa a ser “mudado” pelos adjuntos.
Pelo visto, é só gente inocente.
Fritura
O deputado João Evangelista não indicou ninguém para o secretariado. E também não foi à posse dos secretários. Há um forte cheiro de fritura no ar.