Quatro novos senadores tomaram posse nesta quarta-feira (3). Eles substituem senadores que venceram as últimas eleições e renunciaram aos cargos de parlamentar para assumir as novas funções em seus estados. A cerimônia foi rápida e contou com um plenário lotado, deixando muitos convidados em pé para acompanhá-la. A posse foi dada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Tomaram posse Adelmir Santana (PFL-DF), que substituiu Paulo Octávio (PFL), eleito vice-governador do Distrito Federal, José Nery Azevedo (PSOL-PA), que entra no lugar da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), Paulo Duque (PMDB-RJ), que ocupará a vaga deixada por Sérgio Cabral (PMDB), novo governador do Rio de Janeiro, e Neuto de Couto (PMDB-SC), que assumirá o lugar de Leonel Pavan (PSDB), novo vice-governador de Santa Catarina. Esses novos senadores terão mais quatro anos de mandato.
No Senado, os suplentes são indicados pelos titulares durante as suas respectivas campanhas, enquanto na Câmara, a regra é diferente. Os suplentes são os deputados que estão na fila da classificação da votação nas eleições.
Na Câmara, aliás, 21 novos deputados tomam posse em substituição a parlamentares, que assim como os senadores, também venceram as últimas eleições. Há, no entanto, uma grande diferença: esses deputados ficarão apenas um mês na Câmara, já que a legislatura termina no próximo dia 31. E como o Congresso está em recesso, eles não precisarão trabalhar, mas podem ganhar até R$ 84 mil, segundo a secretaria-geral da Câmara.
SÉ que esses 21 deputados terão direito aos mesmos benefícios mensais dos demais: R$ 12.847,00 de salário, R$ 15 mil de verba indenizatória (para pagar combustível, jantares, aluguéis de escritório político), R$ 50 mil de verba de gabinete (para pagar funcionários), R$ 3 mil de auxilio-moradia e R$ 4 mil para telefones e correios.
Segundo a secretaria-geral, os novos deputados não terão direito a verba extra de R$ 12.847,00, dada ao parlamentar ao tomar posse para custear outras despesas. A expectativa da secretaria é que, embora tenham direito, esses deputados não gastem todo o dinheiro porque não precisarão se deslocar a Brasília em janeiro.