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Aldo recusa prévia e diz que não recua de candidatura



Data de Publicação: 5 de janeiro de 2007
 
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Disputa
Presidente mantém posição

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), informou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de quarta-feira (3) que não vai recuar da candidatura à reeleição e disse aos jornalistas ontem que não concorda com uma prévia dentro da base aliada para decidir entre ele e o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para concorrer ao cargo em fevereiro.

Aldo encontrou-se com Lula no Palácio do Planalto. O presidente da Câmara disse ao presidente que não cogita, em nenhuma hipótese, desistir da disputa. Aldo argumentou com Lula que sua candidatura agrega setores da base e da oposição e que o sucesso da agenda de votações da Câmara a partir deste ano depende de um clima de estabilidade no Congresso. Para Aldo, sua candidatura traz esse perfil, diferentemente do nome de Arlindo, pela rejeição que existiria em relação ao PT dentro da Casa.

Aldo relatou a Lula que não pode abrir mão depois dos apoios que recebeu de PSB, PFL, PP, setores do PMDB e, inclusive, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele contou a Lula da conversa que teve com FHC, e com os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), e de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), além do diálogo que vem mantendo com governadores do PMDB.

Na avaliação de Aldo, seu recuo dependeria de um aval de quem o apóia, o que para ele, seria inviável e perigoso, porque abriria espaço para o risco de uma candidatura da própria oposição com chances de vitória.

Aos jornalistas, o presidente da Câmara disse que nem cogita aceitar ministério em troca de recuar da intenção de se reeleger. "Não pode a disputa pela presidência da Câmara sofrer a injunção da composição ministerial, que é uma tarefa do presidente da República", afirmou.

Lula não pediu para Aldo desistir, mas afirmou que gostaria que houvesse um acordo entre ele e o PT. O presidente também conversou com Chinaglia na quarta-feira no Palácio do Planalto e ouviu do petista que sua candidatura também é irreversível. Chinaglia nega que tenha recebido oferta de ministério e afirma que manterá seu nome até o fim na aposta que terá o PMDB ao seu lado na briga.

Prévias
Aldo recusou a possibilidade de participar de uma prévia informal na base aliada para acabar com impasse entre ele e Chinaglia. A proposta foi sugerida pelo próprio petista. No entanto, para o presidente da Câmara, o apoio recebido da oposição impede que ele seja classificado de um "candidato da base do governo". "Excluir a base aliada de qualquer negociação é inaceitável, como excluir a oposição é contribuir para prejudicar a unidade política da Câmara", disse.

A aliados, Aldo usou como exemplo a experiência da prévia feita pela base aliada no mês passado para escolher o candidato à vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Na consulta informal, o candidato da base do governo escolhido foi Paulo Delgado (PT-MG). Na votação em plenário, porém, Delgado perdeu para o candidato da oposição, Aroldo Cedraz (PFL-BA). Para Aldo, essa prévia foi desnecessária e não ajudou a fortalecer o candidato da base.

Aos jornalistas, Aldo alfinetou a declaração de Chinaglia de que a candidatura do PT tem legitimidade já que o partido tem a segunda maior bancada da Câmara, sendo que o PMDB, a maior bancada, não deve lançar candidato. "O regimento interno assegura a legitimidade de todos os 513 deputados serem candidatos", afirma, embora o regimento e a Constituição também dizerem que a composição dos cargos da mesa diretora deve respeitar a proporcionalidade das bancadas.

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