A Construção do Centro de Comércio Informal de São Luís, o Camelódromo da Avenida Magalhães de Almeida, sempre pareceu uma utopia para todos os que trabalham nas proximidades e principalmente para os vendedores ambulantes, que durante anos sofreram com a falta de estrutura da área e tiveram que conviver com a falta de abrigo e de banheiros.

Há poucos meses, depois de subseqüentes denúncias sobre a obra fantasma - que havia sido anunciada durante o primeiro mandato de Jackson Lago na Prefeitura de São Luís - o prefeito Tadeu Palácio, pressionado, finalmente resolveu dar início aos trabalhos.
O terreno ao lado foi fechado com tapumes e os futuros usuários quase nada sabem do projeto que será executado. No entanto, ao que parece, o prédio não será nada seguro. Um dado concreto que leva a crer nesta hipótese é o desabamento de parte da marquise frontal da construção. O fato ocorreu ontem ainda no começo da manhã.
Ao serem surpreendidos pela equipe de Veja Agora, os funcionários da construtora Ávila LTDA, responsável pela obra, fecharam a porta e impediram a entrada dos repórteres. A placa fixada no terreno não indica o orçamento, de onde vieram os recursos nem o prazo de finalização do serviço.
"Nem bem o inverno chegou e já caiu. Serviço ruim prejudica a segurança de todos", afirmou o vendedor Clevilson Moraes Lemos, que trabalha nas proximidades.