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Subcomandante do 9º BPM é encontrado morto dentro de casa



Data de Publicação: 5 de janeiro de 2007
 
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Suicídio ou homicídio?
A vítima estava de licença-prêmio

No final da manhã de ontem, já em adiantando estado de decomposição, os removedores do Instituto Médico Legal - encaminharam para sala de necropsia, o corpo do subcomandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, major Wilson Roberto Santos. O oficial foi encontrado com uma pistola e um silenciador na mão esquerda, no entanto, o local de orifício de entrada da bala não foi detectado.

Dois fatos estranhos marcam o caso. O primeiro é que nenhum disparo foi feito com a arma, tendo em vista que as 13 cápsulas, sendo 12 na agulha e uma no pente, estavam intactas e, a segunda é a grande quantidade de sangue encontrada no quarto onde o corpo estava. A vítima foi encontrada em cima da cama.

Aparentemente, os peritos que lá estiveram também não conseguiram detectar o local onde ele teria efetuado o disparo. O oficial, que era gaúcho, e estava na capital maranhense há cerca de 15 anos, morava sozinho em uma confortável casa no Residencial Pinheiros. Ele era considerado um homem pacato e tranqüilo.

Apesar de não ter o hábito de beber, na sala muitas garrafas de uísque foram encontradas. Na residência, além do telefone celular da vítima, a delegada Maria de Jesus, do 14º DP, no Bequimão, que esteve ao local, também apreendeu um bilhete, com as seguintes palavras: "por Juliana tentarei novamente".

Juliana, conforme informações, seria a ex-namorada do oficial. Após um desentendimento, onde os dois se agrediram mutuamente, o casal rompeu relações. Desde então, ele teria sido tomado por um processo depressivo. A situação se agravou, levando-o a requerer licença prêmio. Segundo informações de colegas de farda, terça-feira (2) foi a última vez que o major foi visto com vida. Na ocasião, o oficial teria pedido para que a empregada efetuasse um depósito para ele.

Asfixia
No quarto onde a vítima foi encontrada, a polícia apreendeu um fogareiro com restos de carvão vegetal, o que leva a polícia a levantar a possibilidade do major ter sido vítima de asfixia. Ainda no bilhete deixado pela vítima, apreendido pela polícia, também usando carvão vegetal, ele teria tentado se matar no último dia 30, mas, apesar da quantidade de fumaça, ele teria conseguido sair de dentro do quarto e desmaiado na sala.

As palavras "por Juliana tentarei novamente", segundo a delegada Maria de Jesus, levam a crer que somente na segunda tentativa de ceifar a própria vida o militar conseguiu obter êxito. O caso permanecia sendo investigado até o fechamento da nossa edição.

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