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DEMISSÃO EM MASSA: Jackson desemprega mais de 5 mil pais de família



Data de Publicação: 7 de janeiro de 2007
 
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Quebradeira
Demissão em massa foi provocada por dívida do Governo
Zé Reinaldo endividou o estado

Caiu como uma bomba a revelação de que o novo governador Jackson Lago determinou a exoneração de todos os servidores públicos nomeados para cargos comissionados. Como foi divulgado aqui, em primeira mão, logo após a eleição do pedetista, Jackson foi forçado a demitir mais de cinco mil servidores, exigir o retorno de todos aqueles que estão prestando serviços a outros órgãos e devolver todos os que são de outros poderes e estão a serviço do Estado.

Veja Agora antecipou o anúncio das demissões com base no inchaço da máquina administrativa, usada de forma criminosa por José Reinaldo, exatamente para favorecer a candidatura de Jackson Lago. As demissões foram sugeridas pelo chefe da Casa Civil, Aderson Lago, que as antecipou em várias entrevistas a emissoras de Rádio e TV nos últimos dias. Aderson, primo do governador, vem sendo o responsável pela adoção das medidas mais antipáticas tomadas pelo novo governo.

Estado quebrado
Homem forte do novo governo e principal conselheiro do governador Jackson Lago, o secretário de Planejamento do Estado, Aziz Santos, tentou explicar ontem, durante entrevista a uma emissora local, a atitude do governador sobre a exoneração dos servidores em cargos comissionados. Santos falou, ainda, da dívida do Estado e dos projetos que serão colocados pela Secretaria de Planejamento.

Aziz disse que demissões são práticas comuns a todos os governos que se iniciam. - Isso é praxe de todo novo governo. Em todo lugar. Esses cargos são de confiança do governador. Então é natural que os comissionados de um governo anterior deixem seus cargos para que possam ser ocupados pelo governo novo com sua equipe de trabalho - explicou.

Sobre a forma como foi dada a notícia aos ocupantes do cargo, Aziz explicou que o correto seria cada ocupante entregar seu cargo a partir da mudança de governo, como não foi feito os cargos tiveram que ser exonerados.

- Eles deveriam entregar por uma questão ética e retornariam caso fossem convidados - enfatiza.

Sobre seus planos na Secretaria de Planejamento, Aziz Santos disse que ainda deve conversar com o governador para estabelecer o plano de metas para este ano. Nessa reunião se definirá as metas prioritárias que devem dar a marca do governo.

- A partir dessa reunião poderemos definir metas. Teremos que levar em conta o orçamento para poder planejar. O governador está recebendo o Estado com um orçamento de R$ 4,8 bilhões, com uma dívida muito alta e consolidada de algo em torno de R$ 6 bilhões e tem um desembolso de mais ou menos R$ 53 milhões por mês. O que é um dispendio demasiadamente grande para um Estado com uma economia como a do Maranhão - explicou.

Para Aziz esta dívida penaliza profundamente a população do Maranhão e acredita que o orçamento aprovado para este ano pode ajudar a equilibrar esta situação.

- O grande desafio do novo governador é como fazer para diminuir esta dívida e diminuir também o dispendio mensal. Renegociar a dívida é difícil já que o Governo Federal tem evitado fazer isso - acredita.

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