Confronto
Eleição na AL está indefinida
Sob o título acima, o jornalista Décio Sá, publicou no seu blog a matéria que transcrevemos abaixo, dando conta de que não é tão tranqüila a reeleição do presidente João Evangelista, como querem fazer supor alguns jornalistas e a máquina do governo que está, mais uma vez, sendo usada para tentar cooptar votos dos parlamentares com assento na Assembléia Legislativa.

Segundo o jornalista, os parlamentares que se opõem ao continuísmo de Evangelista, o chamado G-8, lançaram dois nomes, sendo que apenas um deles deverá bater chapa com o atual presidente. Abaixo, na íntegra, a matéria postada no blog de Décio Sá.
Começou a esquentar a disputa pela presidência da Assembléia Legislativa. O grupo de deputados que se opõe à permanência do presidente João Evangelista (PSDB) no comando da Casa, denominado "G-8", já discute os nomes que devem enfrentar o tucano.
Em reunião realizada anteontem, o grupo indicou os deputados Arnaldo Melo (PSDB) e Camilo Figueiredo (PDT) como prováveis candidatos a presidente. A estratégia é levar as duas candidaturas até perto do pleito, em 1º de fevereiro, para só então definir entre um dos dois.
Além de Camilo Figueiredo e Arnaldo Melo, o "G-8" é formado pelos deputados Soliney Silva e Rigo Teles (PSDB), Paulo Neto e José Lima (PSB), Marcos Caldas (PMN) e Carlos Braide (PDT). O grupo conseguiu a adesão do deputado eleito Afonso Manoel (PSB) e Rubens Pereira Júnior (PRTB), que segue a orientação do pai, o deputado Rubens Pereira (PDT).
Segundo o pedetista, ele e Arnaldo Melo foram escolhidos na reunião como prováveis candidatos porque os outros seis integrantes do grupo disseram que não querem disputar a presidência. Ele explicou que não há disputa entre os dois porque o objetivo do "G-8" é a alternância de poder na Assembléia.
"Nós não somos contra ninguém. Estamos trabalhando pela alternância de poder na Assembléia. O deputado Manoel Ribeiro (PTB) passou 10 anos no comando da Casa e o João Evangelista já quer ir para quatro. Acho que outros deputados devem ter a oportunidade de dirigir os destinos do Legislativo", assinalou Camilo Figueiredo.
"Nós temos um compromisso firmado de alternância de poder onde todos tenham oportunidade de dirigir a Casa. Estamos procurando apoios. O candidato será o deputado que tiver mais acesso entre os 42 colegas", completou Arnaldo Melo.
Governo
Camilo Figueiredo declarou ainda não acreditar que o governador Jackson Lago (PDT) interfira na eleição apoiando este ou aquele candidato porque todos os parlamentares que se movimentam para a disputa são de sua base de apoio.
"Eu sou do PDT e fui o deputado mais votado do partido, com 37.488 votos. Apoiei o Jackson Lago quando ninguém acreditava nele. Todos nós votamos no governador e somos da base do governo. O Jackson Lago não pode ter candidato. O candidato tem de ser da Assembléia. Não estamos disputando eleição para o governo. Estamos disputando a eleição para a presidência da Assembléia", afirmou.