Lyd Ribeiro
Da editoria de cidade
DESCASO
Administração pública negligencia manutenção de via
Buracos, buracos e mais buracos: essa é a situação da Avenida dos Portugueses que corta vários bairros na área Itaqui-Bacanga. Nessas vias, em vários pontos, há coleção de buracos. Com a seqüência de dias chuvosos, a tendência é piorar.

Se o veículo cai ali, os prejuízos vão desde comprometimento de suspensão e rodas até estragos na lataria, dependendo da profundidade. "Se a pessoa estiver de moto, é mais perigoso ainda. Se a roda da frente cai no buraco, o piloto vai para o chão", afirmou Raimundo José Rocha Pinheiro, motorista.
Ele contou que perdeu um amigo por causa de uma dessas crateras, que se localiza próximo ao antigo Socorrão III. Ao se deparar com o buraco, o motoqueiro caiu e quebrou o pescoço. Com esse acidente, Raimundo presenciou um carro capotar ao tentar desviar da cava.
A maioria dos buracos se encontram nos retornos; um deles (foto) tem cerca de 0,5 m de diâmetro. Não há como se desviar e por isso os motoristas alertam para os danos aos veículos que vão desde problemas na suspensão, no amortecedor até o descontrole com queda nas valas dos canteiros centrais.
"Está com três dias que troquei a mola do meu carro que quebrou por causa de um buraco desses. Isso é responsabilidade do governo e a gente não pode continuar no prejuízo porque eles não arrumam nada direito", reclamou José Erivaldo Alves dos Santos, mecânico montador.
Os buracos ameaçam não só pelo diâmetro como pela profundidade. Para alertar os motoristas, moradores colocaram madeira, garrafa plástica ou galhos de árvores para evitar que pedestres e ciclistas também não sejam surpreendidos.
Sem asfalto
O fim da vida útil do pavimento e defeitos de construção são as principais causas de buracos no asfalto de avenidas. A falta de manutenção leva à infiltração de água, que começa a levar, principalmente no período de chuvas, parcelas finas da parte de baixo do pavimento, formando um buraco por baixo, que depois cede.
A única providência da SEMSUR nesses casos é a realização dos famosos "tapa-buracos" que nem como medida paliativa consegue amenizar os problemas.
Por não existir um planejamento adequado, como a perfuração de redes de esgoto, o desentupimento dos bueiros periodicamente, qualquer chuva as águas ficam estagnadas e contribuem para a corrosão do asfalto.
"Em seis anos que trabalho aqui, nunca vi nenhuma reforma eficaz, somente um serviço de tapa-buraco que não durou nem uma semana", disse a frentista, Doris Barros.
É preciso que haja uma mobilização das autoridades para fazer frente a este problema, uma vez que a população não suporta mais e exige uma resposta urgente.