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ANO NOVO



Data de Publicação: 7 de janeiro de 2007
 
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* Jonas Costa
Na vida, como tudo tem o efeito de passar, assim o ano também passa para dar lugar a outro que chega, quando a humanidade possuída de esperança e de sentimento que leva o homem a olhar para o futuro, considerando-o portador de condições melhores que as oferecidas pelo presente, de tal sorte que a luta pela vida e o sofrimentos são enfrentados como contingências na marcha para um fim mais alto e de maior valor, todos, sem distinção de raça, cor ou condição social, aguardam o fim do Ano Velho (2006), que se despede para dar lugar ao Ano Novo (2007), porém sem deixar saudades para a aquelas pessoas no mundo, cujas vidas foram de sofrimentos e decepções tantas vezes frustradas, por mera inoperância de políticos e governantes que, depois de eleitos e no poder, não cumpriram as responsabilidades assumidas com seus eleitores, para visar mais a seus interesses que aos deles. Isso é uma prova de que, no Brasil e noutros países subdesenvolvidos no mundo, a democracia ainda caminha num processo lento de amadurecimento, por não terem conseguido, no decorrer dos tempos, superar progressivamente a distância que os separam de uma fidelidade indestrutível ao ideal democrático. Esta é a razão por que muitos políticos, em nossos tempos, continuam incapazes de vencer as imperfeições, para que possam assumir dignamente suas responsabilidades e, dessa forma, poderem oferecer a felicidade tão desejada e nunca realizável. Nesta acepção, a felicidade, que conota a idéia de satisfação, passa a ser de tristeza e decepção, diante das promessas não cumpridas, como os direitos fundamentais do homem: a melhoria da educação, que é um direito de todos, assegurando a igualdade de oportunidades inspirada no princípio da unidade nacional e nos ideais de liberdade e solidariedade humana; o combate à fome, cujo flagelo ainda predomina em muitos países do mundo; moradias dignas, para cujas cidades têm "déficits" residenciais, que daí resulta a criação de bairros do tipo "habitat" rural e favelas, mocambos e malocas com todos os seus notórios males; a miséria, que o resultado da concorrência trágica de muitos fatores, como escassez de recursos, rebaixamento de condição humana que atinge níveis que esvaziam a pessoa de qualquer possibilidade de auto-recuperação, cuja taxa no Brasil e na África é de milhões de pessoas que morrem de miséria; a pobreza, definida com relação à situação econômica, é a condição de uma alta percentagem da humanidade e em particular o povo brasileiro; o combate à mortalidade, que é a freqüência de óbitos no seio de uma população em determinado período de tempo (um ano), que, no Brasil, até pouco tempo, era alarmante, atualmente representa baixo nível nas diversas idades, face o desaparecimento de epidemias que hoje são combatidas através da vacinação e tratamentos adequados. Apesar das medidas tomadas nesse sentido, algo precisa ser chamado à atenção das autoridades responsáveis, o problema da falta de médicos, de hospitais e de medicamentos gratuitos, que são deficientes, principalmente nos municípios do Norte e Nordeste do país, onde a mortalidade de adultos e crianças é alarmante; e se existem providências neste sentido, estas não estão sendo tomadas, porque a situação é deveras lamentável.

Bem, o ano 2007 se aproxima, mas que ele venha abençoado por Deus, no sentido de que os homens públicos sejam mais responsáveis e cumpridores de seus deveres. A verdade é que muitos agem irresponsavelmente por irreflexão, paixão ou falta de vergonha e, no entanto, não são punidos. Entretanto são numerosos os homens responsáveis que, antes de agir, respondem por suas ações e estão sempre em condições de justificá-las a quem de direito. E estes, muitas vezes, são os punidos, o que não dá para entender se a justiça, de fato, age com coerência ou falta de lógica em suas decisões, já que todos merecem ser punidos.

Finalizando, quero desejar ao povo brasileiro um ano de muita paz, saúde, tranqüilidade e prosperidade.

Jonas Costa é advogado e Professor:
E-mail:
jonas.jesus@terra.com.br

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