Regis Marques
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As meninas do Maranhão
Uma das grandes tragédias sociais da miserável República do Suriname é a prostituição. A denúncia foi feita pela revista Veja desta semana e mostra que as meninas são exploradas nas ruas da capital daquele país sem qualquer ajuda das autoridades locais.
O mais grave disso tudo é que as garotas, na faixa etária de 18 a 22 anos, são levadas do Maranhão e do Pará para se prostituírem no Suriname. É algo aterrador. Moças deixam o Brasil e ninguém sabe como impedir o tráfico de meninas. Todas saíram do Maranhão durante o governo de José Reinaldo, pois a faixa etária coincide com o período de desgoverno do sócio de Jackson no consórcio político denominado de Frente da Traição pelo senador Cafeteira.
Talvez elas façam parte da estatística que só nosso governador têm de que 900 mil maranhenses deixaram nosso estado em busca de vida fácil. Se é que isso é mesmo a chamada vida fácil.
Urge que o Ministério Público adote providências para investigar de onde as meninas do Maranhão estão sendo levadas para se venderem aos nossos vizinhos da fronteira norte. E mais: saber quem são os criminosos que estão fazendo esse sórdido tráfico de mulheres, punindo-os de forma exemplar, assim como aqueles governantes que se mostraram omissos e permitiram que crianças e adolescentes fossem levados para outro país onde vivem à custa da venda do próprio corpo.
Culpa do Zé
Eu não tenho dúvida nenhuma que o famigerado governo de José Reinaldo é responsável por boa parte das mazelas sociais que se agravaram no Maranhão nos últimos cinco anos.
Se as meninas vendidas no Suriname têm mesmo essa faixa etária, deixaram o Maranhão durante a tragédia social que foi sua administração.
O “Home” é forte
O senador José Sarney foi eleito pela revista Istoé um dos políticos mais influentes do Brasil. Nada que ninguém soubesse, mas a gente registra aqui só para lembrar aquele pessoal que vive dizendo que o grupo Sarney acabou.
Eles ficam amarelos de medo.
Ressaca
Muito puxa-saco que tinha cargo em comissão no governo de Zé Noel agora está amaldiçoando seu sucessor. Era gente que queria “libertar” o Maranhão e, agora, desempregados, depois da extinção dos mais de cinco mil cargos em comissão, percebe que caiu num conto do vigário.
Estão todos curtindo a ressaca de 29 de outubro.
Procura-se
Porque Marcos Nogueira nunca mais escreveu uma linha no amilhado imparcial? Será que a Grande não tem mais o vigor que exibia e não manda mais no jornal como antes? Quem souber seu paradeiro entre em contato com a coluna. Ah!, não vale dizer que ele está doente.
Me paga, João!
O ex-governador João Castelo tomou posse ontem na Emap – Empresa Maranhense de Administração Portuária, que administra o Porto do Itaqui. Dizem que vai administrar uma fortuna. Só espera-se que não seja para a formação de Caixa 2.
Ah, eu também espero que um dia ele me pague o FGTS e verbas indenizatórias que ele me deve desde que trabalhei para ele no extinto Jornal de Hoje.
Herói?
Um certo Isaías Almeida quis dar uma puxadinha e escreveu um “artigo” no qual chama Zé Reinaldo de “herói”! Isso mesmo, gente...herói! Como ele não escolheu um nome para o novo ídolo da garotada, eu faço três sugestões: Zé Noel, Zé dos Convênios ou Zé, O Fantasma das Estradas.
Mandem sugestões que eu publico.
Lembrança
Espera-se que o tucano João Castelo não provoque um incêndio nas relações com o irmão do governador Jackson Lago pelo controle da EMAP.