O aguardado inquérito sobre a morte da princesa Diana, em 1997, ao lado de seu namorado na época, Dodi Al Fayed, será aberto oficialmente nesta segunda-feira com as audiências preliminares do caso, na Corte Real de Justiça de Londres, na Inglaterra. A baronesa Elizabeth Butler-Sloss, ex-juíza e integrante da Câmara dos Lordes, vai presidir as sessões. Ela decidirá se o caso irá a júri e se as mortes de Diana e Al Fayed devem ser investigadas individualmente ou em conjunto.
O inquérito foi iniciado em 2004, mas acabou sendo adiado antes mesmo de seu início formal. A investigação completa deverá ser levada adiante ainda neste ano, quando o acidente, em um túnel de Paris, na França, completa uma década. O adiamento ocorreu porque o inquérito não poderia ser concretizado enquanto todas as apurações do caso fossem encerradas. No mês passado, a Polícia Metropolitana de Londres encerrou sua investigação - que concluiu que as mortes foram acidentais.
Além da apuração policial londrina, uma investigação de dois anos na França e várias ações legais do pai de Dodi, Mohammed Al Fayed, também ajudaram a adiar o inquérito. Inicialmente, a baronesa Butler-Sloss pretendia realizar as audiências a portas fechadas. Mohammed Al Fayed ameaçou abrir uma nova ação judicial caso elas não fossem abertas ao público. A pressão funcionou, e as sessões serão públicas - segundo a baronesa, o assunto é de interesse geral dos britânicos.
Versões - A investigação da polícia divulgada em dezembro afirmou que a princesa e seu namorado foram vítimas de um desastre comum de trânsito, desmentindo as acusações de Mohammed Al Fayed de que Diana e Dodi morreram em função de uma conspiração. Lorde Stevens, o autor do relatório final do caso, disse que o motorista estava bêbado e dirigindo em alta velocidade para fugir dos papparazzi, o que causou o acidente. Os franceses haviam chegado à mesma conclusão. Al Fayed, contudo, segue contestando essa versão, dizendo que ela esconde a verdadeira história das mortes. Ele acusa a família real britânica de envolvimento no suposto crime.