O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) não conseguiu um consenso sobre a disputa à presidência da Câmara, em uma reunião realizada na noite de anteontem com dez partidos da base aliada. Segundo o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a conclusão do encontro foi que a base está rachada nesta questão.
A idéia era fazer uma aferição entre os partidos para indicar quem tem mais apoio: Aldo Rebelo (PC do B-SP), que tenta a reeleição, ou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Sem um consenso, o racha da base aliada deve obrigar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a interferir na disputa. A avaliação nas duas campanhas é que a maioria dos partidos da base irá seguir o que recomendar o Palácio do Planalto, ainda mais porque o presidente ainda não definiu a reforma ministerial.
O encontro dos partidos foi forçado pelo presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo. Depois de se reunir com Tarso Genro e ouvir o apelo do ministro para que Aldo cedesse, Rabelo disse que o partido só tomaria esta decisão caso sentisse que a candidatura não tinha apoio na base. O encontro, que já havia sido cancelado, foi novamente agendado.
À noite, o ministro voltou a defender a candidatura única e recebeu o apoio do PDT para esta proposta. “Não é de boa fé política ter na mesma base candidatos disputando entre si”, ponderou Lupi.
Sem constrangimentos
A Folha Online apurou com interlocutores de Chinaglia que o ministro tem trabalhado para oferecer a Aldo saídas para que ele possa abandonar a candidatura sem constrangimentos.
A aferição seria uma das alternativas, mas acabou não dando resultado, já que a base se mostrou dividida. Os petistas apostavam que a consulta fortaleceria Chinaglia.