A divulgação do vídeo da apresentadora Daniela Cicarelli mantendo relações sexuais com seu namorado Renato Malzoni Filho pelo site internacional You Tube já gerou muita polêmica em todo o país. Mesmo depois que a gravação foi retirada, ainda assim houve punição para o site no país.
Na última segunda-feira (8), a Brasil Telecom confirmou que bloqueou o acesso ao YouTube para seus usuários. A decisão ocorreu devido à sentença judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo já que, segundo a empresa, não é tecnicamente possível bloquear apenas um vídeo do site.
A filtragem realizada pela Brasil Telecom afetou pelo menos 5 milhões de pessoas que utilizam os três provedores da companhia -- IG, iBest e BrTurbo.
Em menos de uma semana a notícia se espalhou de forma negativa para a modelo e apresentadora. Pela rede já é possível encontrar banners promovendo boicote aos produtos que levam a marca da Cicarelli.
Nas ruas e até no meio acadêmico, a discussão se estende contra a censura que a Justiça brasileira aplicou. Veja Agora relacionou alguns desses comentários:
"Sou contra a censura generalizada, não sou a favor da invasão de privacidade, mas a punição do site em detrimento de um conteúdo cria precedente para que outros grupos utilizem da censura em benefício particular", Hipólito Correia, professor de Engenharia Elétrica.
"O site não se restringe aquele vídeo, sou contra a decisão porque ninguém pode acessar os outros conteúdos por conta de um só." Diego Souza Gomes, estudante de Ciência da Computação
"Isso é ruim tanto para ela como para os usuários. Deveriam retirar só o vídeo dela até porque o site é internacional e a justiça brasileira não poderia se meter nesses assuntos. Existem coisas mais graves que acontecem na internet e não são punidas." Eduardo Viana, estudante de Ciência da Computação
"A Constituição resguarda a imagem e a privacidade que é inviolável, e isso dá direito a indenização. Agora a decisão é algo do livre consentimento do juiz de acordo com a interpretação do pedido do advogado, mas poderia ter sido específico. Eu acho que foi abrangente demais." Doroth Carvalho, advogada